Quem: equipes profissionais de eSports e plataformas de dados como GRID; o que: uso de análise de dados para planejar estratégias, treinar jogadores e prevenir erros; quando: práticas em evolução com marcos em 2023 e 2025; onde: cenários como League of Legends, Dota 2, CS2 e Valorant; como: por meio de ferramentas como mapas de calor, timelines, VODs e portais de dados; por que: para melhorar desempenho tático, antecipar adversários e otimizar decisões pré-jogo.

Análise de partidas e desenvolvimento de estratégias

O crescimento dos eSports como mercado global gerou grande volume de informações que times profissionais vêm aproveitando para criar e ajustar estratégias. A coleta e a interpretação desses dados permitem identificar falhas, prever movimentos do adversário e orientar escolhas feitas antes e durante as partidas.

Ferramentas utilizadas

Mapas de calor: representações visuais que traduzem comportamentos dos jogadores em uma escala de cores sobre o mapa. Esses mapas registram dados como movimentação, posicionamento de sentinelas e pontos com mortes frequentes, informações usadas para planejar rotações e controle de objetivos-chave.

Draft inteligente: em títulos com escolha e banimento de personagens, como League of Legends e Dota 2, decisões no Draft geram métricas sobre dano, controle de objetivos, sinergias e picos de força ao longo da partida. Esses dados ajudam a avaliar equilíbrio do time e compatibilidades entre personagens.

Timelines: ferramentas que exibem o mapa de forma dinâmica e permitem visualizar momentos específicos da partida. Muito empregadas em CS2, essas interfaces interativas mostram posicionamento, vida, munição, movimentação e trajetórias de utilitários, auxiliando na análise de relações de causa e efeito em jogadas decisivas. Um exemplo citado é a ferramenta CS2.CAM.

VODs (replays): apesar da adoção crescente de visualizações analíticas, a revisão de partidas em vídeo permanece como prática central para equipes. Pesquisadores envolvidos no estudo “ggViz: Accelerating Large-Scale Esports Game Analysis” — Peter Xenopoulos, João Rulff e Cláudio Silva — observaram que replays continuam sendo o principal modo de análise, mesmo com a profissionalização da função de analista e a incorporação de decisões baseadas em dados.

Como a análise de dados tem sido usada por equipes de eSports para obter vantagem

Imagem: Divulgação

Estatísticas e evolução das análises

Estatísticas tradicionais — abates, assistências, dano, precisão — seguem sendo relevantes, mas podem ser insuficientes quando avaliadas isoladamente. Em resposta, surgem ferramentas e métodos mais complexos que acompanham o amadurecimento técnico e competitivo do cenário dos esportes eletrônicos.

Parcerias e acesso oficial a dados

O mercado reagiu ao avanço: em 2023, a Riot firmou parceria com a GRID, tornando-a parceira oficial de dados de eSports do League of Legends e do Valorant e única distribuidora dos dados oficiais em tempo real dessas competições. Em 2025, a GRID passou a ser a distribuidora exclusiva dos dados oficiais das competições da ESL, incluindo a IEM e a ESL Pro League, no CS2 e no Dota 2.

Como resultado prático, Riot e GRID lançaram o Valorant Data Portal, que oferece às equipes profissionais acesso automatizado a dados detalhados de partidas oficiais e treinos — iniciativa descrita pela Riot como a primeira do gênero no cenário de FPS. A disponibilidade desses dados em treinos e competições mostra que a análise quantitativa deixou de ser um recurso complementar para se tornar parte da rotina profissional das equipes.

Com informações de Olhardigital