Colma, município da Califórnia conhecido como “cidade dos mortos”, abriga uma quantidade de sepultados que supera em muito sua população viva. Resultado de transferências de cemitérios vindos de San Francisco, a localidade concentra 17 necrópoles e mais de 1,5 milhão de enterros.
O fenômeno que dá identidade à cidade se traduz em uma proporção incomum entre enterrados e moradores: quase 900 mortos para cada habitante vivo. Esse cenário transformou a paisagem urbana, que é marcada por cemitérios alinhados a curta distância das áreas residenciais e comerciais.
Além do grande número de sepultamentos, Colma preserva túmulos de figuras históricas, o que atrai interesse e contribui para a reputação local. A concentração de necrópoles e memoriais faz com que o território seja lembrado sobretudo por seu papel como destino final de distintas gerações.
A economia municipal está fortemente associada ao chamado setor funerário, com atividades e serviços que giram em torno do manejo, manutenção e administração dos cemitérios. Esse vínculo entre a vida econômica da cidade e a presença massiva de enterros é responsável por boa parte da identidade comunitária e do perfil ocupacional da região.
O surgimento de Colma como centro de sepultamento decorre das mudanças urbanas em San Francisco, quando cemitérios foram transferidos para fora da cidade, dando origem a um município cuja extensão territorial passou a ser dominada por áreas de sepultamento. Desde então, a configuração demográfica e a utilização do solo em Colma refletem essa origem histórica.
Imagem: Divulgação
Moradores convivem diariamente com a proximidade de cemitérios e memoriais, cenário que distingue Colma de outras cidades americanas. A presença de tantos enterros em um espaço relativamente pequeno tornou o município singular no mapa urbano da Califórnia, tanto pela densidade de necrópoles quanto pelo peso simbólico associado à “cidade dos mortos”.
O conjunto de números, espaços e atividades faz de Colma um exemplo incomum de cidade cuja economia e paisagem foram moldadas, direta e persistentemente, pela concentração de cemitérios.
Com informações de Clickpetroleoegas

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6