O governo argentino informou nesta sexta-feira (16) que encerrou 2025 com superávit fiscal pelo segundo ano seguido, resultado atribuído à estratégia de “déficit zero” estabelecida pelo presidente Javier Milei. O anúncio foi feito em publicações nas redes sociais pelo ministro da Economia, Luis Caputo.

No balanço divulgado, consta que em 2024 o país alcançou superávit primário equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB. Essa sequência de saldos positivos nas contas públicas não ocorria desde 2008.

Medidas adotadas e comparação com o ano anterior

Segundo os dados oficiais, os resultados de 2025 representaram uma leve retração em relação a 2023, quando o superávit primário atingiu 1,8% do PIB e o fiscal chegou a 0,3%. Ainda assim, o governo celebra o feito como demonstração de disciplina orçamentária.

Para alcançar o equilíbrio, a gestão de Milei implementou cortes em despesas correntes, reduziu subsídios estatais e manteve congelados os orçamentos de áreas como saúde, educação, pesquisa científica e obras públicas. Esses esforços integraram a chamada política de “âncora fiscal”, definida pelo presidente como uma diretriz permanente.

Repercussão política e expectativas econômicas

Em postagem na rede social X, Milei afirmou que a meta de déficit zero será mantida como política de Estado, independentemente de mudanças no comando do Executivo. Já o ministro Caputo declarou que o ajustamento fiscal, aliado ao crescimento econômico, criará espaço para cortes de impostos e maior retorno de recursos ao setor privado.

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Analistas destacam que a continuidade do superávit pode contribuir para a redução da inflação e a recuperação da confiança de investidores, mas alertam para os riscos sociais decorrentes dos cortes profundos em áreas sensíveis.





O governo argentino pretende, agora, consolidar o controle das contas públicas e assegurar que o resultado positivo em 2025 não seja pontual, mantendo a rigidez fiscal como base para eventuais renegociações de dívidas e parcerias com organismos internacionais.

Com informações de Revistaoeste