Artista e produtor reagem a suspeitas sobre uso de inteligência artificial

Há alguns meses foi noticiado o caso do artista Fenix Flexin, que demonstrou surpresa ao ver seu single viral “Rubberz” alvo de alegações de ter sido produzido por inteligência artificial. A reação do músico chamou atenção porque a sonoridade da faixa, com timbres sintetizados lembrando a década de 1980 e elementos próximos ao som da banda The Smiths, destoava de suas músicas de rap habituais.

Em um vídeo de entrevista divulgado na ocasião, Fenix Flexin e seu produtor, identificado como Purpz on the Beat, evitaram uma resposta direta à pergunta sobre se a faixa havia sido gerada por IA. Ambos discutiram o tema com cautela, reconhecendo que as ferramentas de produção musical atuais — muitas delas integradas às estações de trabalho de áudio digital (DAWs) — incorporam recursos baseados em inteligência artificial.

Os dois argumentaram que, diante da ampla adoção dessas ferramentas nos fluxos de trabalho de estúdios e produtores, é plausível supor que muitas músicas contem com algum grau de auxílio automatizado. Essa constatação foi usada por eles para relativizar as acusações específicas contra “Rubberz”, sem, no entanto, negar ou confirmar de forma categórica o uso de tecnologias inteligentes na criação da faixa.

O caso chamou atenção do público e da imprensa por misturar questões estéticas — a mudança de timbre e estilo em relação ao repertório habitual do artista — com debates atuais sobre autoria e uso de IA na produção musical. A controvérsia em torno de “Rubberz” permanece centrada nas diferenças sonoras entre a canção viral e o trabalho anterior de Fenix Flexin, e na dificuldade de distinguir influências humanas de intervenções assistidas por software nas etapas de composição e mixagem.

Fenix Flexin se declara perplexo com acusações de que seu hit “Rubberz” seria gerado por IA

Imagem: Divulgação

O episódio expõe o debate mais amplo sobre como identificar e caracterizar a presença de inteligência artificial na música contemporânea, sem que, por ora, haja uma conclusão definitiva sobre o caso específico de Fenix Flexin.





Com informações de Musically