O Ibovespa B3 encerrou a segunda-feira (10) em baixa de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, apesar de altas expressivas em ações ligadas ao setor de petróleo. O recuo refletiu maior cautela nos mercados globais diante de fatores externos e dados domésticos.

No exterior, a principal pressão veio do Oriente Médio. Investidores monitoraram as negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mas o humor piorou depois que o Irã endureceu suas exigências, aumentando a aversão a risco.

O petróleo Brent com vencimento em setembro subiu 4,99%, cotado a US$ 87,72, e impulsionou papéis do setor no Brasil. No Ibovespa, PRIO3 (Prio), RECV3 (PetroReconcavo) e PETR3/PETR4 (Petrobras) registraram ganhos acima de 3%.

Dados locais e cenário econômico

No âmbito doméstico, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe uma redução mínima na expectativa de inflação para 2026. Para o mercado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 5,02%. Apesar da queda na projeção, a estimativa permanece acima do teto da meta de inflação perseguida pelo BC, que é de 3% com margem de 1,5% para mais ou para menos.

Ibovespa hoje

Ao longo do dia, o índice oscilou entre a máxima intradiária de 172.935,59 pontos e a mínima de 171.524,22 pontos. O volume negociado na B3 foi de R$ 18,9 bilhões.

Maiores altas: PRIO3 (+6,60% a R$ 61,24), RECV3 (+4,99% a R$ 10,74), PETR4 (+3,33% a R$ 42,23), PETR3 (+3,33% a R$ 47,21) e EMBJ3 (+2,31% a R$ 94,66).

Ibovespa cede 0,19% na segunda-feira (10); dólar sobe a R$ 5,11 e Brent avança

Imagem: Divulgação

Maiores baixas: CSAN3 (-5,99% a R$ 3,45), VAMO3 (-5,52% a R$ 2,91), YDUQ3 (-5,28% a R$ 7,54), HAPV3 (-4,36% a R$ 10,30) e RADL3 (-4,15% a R$ 19,38).

Dólar e bolsas internacionais

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,53%, a R$ 5,11, acompanhando o movimento de aversão a risco. Em Nova York, o aumento do petróleo e o clima de cautela levaram as bolsas a recuarem: Dow Jones perdeu 0,11%, S&P 500 caiu 0,06% e Nasdaq teve baixa de 0,32%.

O pregão terminou com um cenário de maior prudência dos investidores, equilibrando ganhos em setores ligados a energia e quedas em outros segmentos.

Com informações de Borainvestir.b3