Mudança de endereço quatro meses antes do roubo leva questionamento sobre cobertura

Um motorista de Juiz de Fora que pagava R$ 4.200 por ano pelo seguro do veículo durante seis anos, sem acionar a apólice nesse período, teve o carro roubado e descobriu que uma alteração cadastral realizada quatro meses antes do sinistro poderia comprometer o pagamento da indenização.

O segurado, identificado como Marcelo, 42 anos, representante comercial, passou a ter a apólice colocada no centro de uma discussão sobre agravamento de risco a partir da mudança de endereço registrada antes do furto. Segundo o relato do caso, a alteração no domicílio foi realizada quatro meses antes do roubo do veículo.

Especialistas e documentos relacionados ao episódio apontam que dados sobre local de pernoite do automóvel, existência e uso de garagem e cláusulas específicas da apólice são elementos que influenciam a avaliação da seguradora ao analisar um pedido de indenização após um sinistro. No caso de Marcelo, a diferença entre o endereço original e o novo endereço virou fator relevante na apuração do evento, porque pode alterar a percepção do risco assumido pela seguradora.

O caso expõe como mudanças cadastrais, mesmo quando realizadas meses antes de um sinistro, podem desencadear questionamentos sobre cobertura e potencial recusa de pagamento por parte da companhia responsável pelo seguro. Marcelo mantém vínculo com a apólice contratada ao longo dos seis anos em que o seguro foi pago anualmente e não utilizado previamente.

A situação relata a importância do registro preciso das condições de guarda do veículo e das informações prestadas à seguradora. Mesmo sem detalhes adicionais sobre o desfecho do pedido de indenização, o episódio demonstra que diferenças em dados como endereço e hábitos de pernoite podem levar à reavaliação do contrato e afetar o direito ao recebimento do valor segurado.

Motorista que pagava R$ 4.200 ao ano por seguro durante seis anos tem carro roubado e vê mudança de endereço colocar indenização em risco

Imagem: Divulgação

O caso segue em análise, e eventuais providências dependerão da interpretação das cláusulas contratuais e da investigação do sinistro pela seguradora.

Com informações de Clickpetroleoegas