Patricia Moore, aos 26 anos, submeteu-se a uma experiência de três anos para entender as barreiras enfrentadas por pessoas idosas no uso de produtos, transportes e espaços públicos. Durante esse período, ela usou maquiagem e dispositivos que restringiam temporariamente sua visão, audição e movimentos, e percorreu diversas cidades da América do Norte realizando testes práticos.

O projeto consistiu em transformar temporariamente o próprio corpo para simular limitações físicas típicas do envelhecimento. Ao se olhar no espelho aos 26 anos, Patricia encontrou a imagem de uma mulher muito mais velha, motivando-a a aprofundar a investigação sobre usabilidade e acessibilidade em ambientes cotidianos.

Em campo, a designer avaliou como itens de consumo, sistemas de transporte e infraestrutura pública respondiam a usuários com capacidades reduzidas. Ao limitar intencionalmente seus sentidos e mobilidade, ela pôde identificar obstáculos que passam despercebidos para pessoas jovens e com maior vigor físico.

A experiência de três anos em várias cidades da América do Norte serviu para demonstrar que o design de produtos e espaços frequentemente não leva em conta necessidades variadas de mobilidade, visão e audição. As observações coletadas por Patricia apontaram para exclusões práticas que dificultam o uso e o acesso por quem não possui um corpo jovem e forte.

O trabalho realizado por Patricia Moore enfatiza a importância de incorporar diferentes capacidades físicas no processo de projeto, com o objetivo de reduzir barreiras e aumentar a acessibilidade de bens, serviços e ambientes urbanos.

Designer de 26 anos passou três anos disfarçada de idosa para avaliar produtos e espaços públicos

Imagem: Divulgação

O relato da designer destaca ainda como intervenções simples no desenho de produtos e na organização de espaços podem influenciar diretamente a experiência de uso de grupos diversos, incluindo pessoas idosas ou com limitações sensoriais e de mobilidade.





Ao concluir sua passagem pelas cidades norte-americanas, Patricia deixou evidências práticas sobre a necessidade de um design mais inclusivo, obtidas por meio da simulação direta das dificuldades enfrentadas no dia a dia.

Com informações de Clickpetroleoegas