Uso equilibrado pode favorecer o bem-estar
Dois estudos recentes, um na Austrália e outro no Reino Unido, não encontraram evidências conclusivas de que o uso de redes sociais cause, por si só, prejuízos à saúde mental de adolescentes. As conclusões aparecem em meio a propostas de elevação da idade mínima para acesso a plataformas digitais, como a restrição a menores de 16 anos adotada pela Austrália.
Levantamento com 100 mil jovens australianos
Pesquisadores da Universidade da Austrália do Sul analisaram dados de mais de 100 mil adolescentes durante três anos. Constatou-se que o uso excessivo de redes sociais tende a se associar a piores indicadores de saúde mental. Em contrapartida, jovens que mantêm um padrão moderado de acesso relatam níveis de bem-estar superiores aos daqueles que não usam ou que exageram no tempo online.
O estudo destaca ainda diferenças de gênero: meninas na adolescência média demonstraram maior benefício com o uso equilibrado, enquanto nos meninos a completa falta de interação digital mostrou-se mais prejudicial do que o uso intenso ao fim da adolescência.
Os autores ressaltam que, conforme os adolescentes avançam em idade, as plataformas online tornam-se ambiente relevante para a manutenção de laços sociais. A exclusão total das redes pode, portanto, acarretar impactos negativos em faixas etárias mais elevadas.
Pesquisa britânica com foco em redes sociais e jogos
No segundo estudo, realizado pela Universidade de Manchester, 25 crianças e adolescentes entre 11 e 14 anos foram acompanhados para verificar possíveis efeitos de redes sociais e jogos eletrônicos na saúde mental. Os resultados não indicaram uma relação causal entre o tempo dedicado a essas atividades e o desenvolvimento de sintomas relacionados a transtornos mentais.
Os pesquisadores defendem que é necessário considerar o contexto de uso e as características individuais de cada jovem, em vez de pressupor que o simples tempo de tela seja responsável por problemas emocionais.
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Impactos variam conforme o perfil e o ambiente
Em conjunto, as pesquisas mostram que os efeitos das redes sociais não são homogêneos. Enquanto o uso excessivo pode agravar quadros de mal-estar, o acesso moderado tende a oferecer benefícios. Além disso, desafios como desinformação e golpes online atingem diferentes faixas etárias, e não apenas os adolescentes.
Os estudos sugerem que medidas de regulação devem levar em conta padrões de uso, acompanhamento familiar e contexto social, ao invés de impor limites de idade uniformes.
Com informações de N4news

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6