Em 23 de janeiro de 2026, a colunista Flávia Brunoro, em artigo publicado na Fitness Brasil, destacou os prejuízos gerados pela tolerância ao baixo desempenho dentro de empresas. Ela afirma que, embora o problema seja evidente – como atrasos, falta de motivação no atendimento ao cliente e contaminação da equipe com posturas negativas –, muitos líderes optam pelo silêncio em vez de agir, prejudicando a cultura e a produtividade organizacional.

Por que líderes evitam a cobrança?

Brunoro lista cinco fatores que explicam essa omissão:

  • Custo de substituição: Processos de recrutamento, contratação e treinamento demandam tempo e investimentos, levando gestores a postergar demissões.
  • Medo de conflito: Receio de enfrentar reações emocionais e de ser visto como “má pessoa” faz com que o líder fuja de conversas difíceis, desmotivando silenciosamente quem apresenta bom desempenho.
  • Culpa por falhas nos processos: Quando metas e responsabilidades não estão bem definidas, o gestor se sente responsável pelas deficiências e reluta em cobrar resultados.
  • Insegurança pessoal: A dúvida sobre a própria competência faz o líder evitar confrontos que possam revelar suas limitações.
  • Medo de desmotivar: Ao confundir feedback com desânimo, muitos gestores deixam de orientar equipes, prejudicando o desenvolvimento profissional.

O risco da “Empatia Ruim”

Citando a autora Kim Scott, Brunoro alerta para o que ela chama de “Empatia Ruim”: quando o gestor evita apontar falhas para não magoar o colaborador, na prática prejudica o crescimento e coloca em risco a carreira do profissional.

A permanência de profissionais com rendimento abaixo do esperado acarreta perda de talento – que busca ambientes desafiadores –, queda na qualidade dos serviços e desgaste da autoridade do líder. “Ao tolerar o medíocre, você abandona quem se dedica de verdade”, resume Brunoro.

Estratégias para retomar a excelência

Para reverter esse cenário, a colunista recomenda:

Imagem: Divulgação

  • Recrutamento contínuo: Manter viva a atração de novos talentos e evitar dependência de perfis inadequados.
  • Definição clara de expectativas: Alinhar objetivos e responsabilidades de forma transparente.
  • Feedback imediato: Corrigir desvios assim que são identificados, sem aguardar avaliações formais.
  • Capacitação constante: Oferecer treinamentos e suporte para desenvolver competências antes de optar por desligamentos.

Segundo Brunoro, liderar com coragem significa olhar além do conforto individual e zelar pelo bem coletivo, promovendo o crescimento de quem realmente se esforça para alcançar os melhores resultados.

Com informações de Fitnessbrasil