Representantes de Swift classificam ação de artista de Las Vegas como “absurda”
Os representantes legais de Taylor Swift protocolaram essa semana uma petição para contestar o pedido de liminar apresentado por Maren Flagg, a artista de Las Vegas que moveu ação contra a cantora em abril de 2026 alegando violação de marca registrada em razão do álbum The Life of a Showgirl. Na mesma peça, os advogados de Swift pedem que o pedido de tutela antecipada seja rejeitado.
No documento, a defesa de Swift afirma que a ação de Flagg — que atua profissionalmente como Maren Wade — nunca deveria ter sido ajuizada e a classifica como “absurda”, sustentando que se trata de uma tentativa de aproveitar a visibilidade do nome e da propriedade intelectual de Swift para promover a própria marca.
Flagg registrou a marca “Confessions of a Showgirl” em 2015, vinculada a um espetáculo ao vivo e a uma produção de turnê. Em sua queixa, ela sustenta que existe semelhança imediata entre sua marca e o título do álbum de Taylor Swift, alegando que as duas marcas compartilham “a mesma estrutura, a mesma frase dominante e a mesma impressão comercial geral”, além de serem direcionadas a públicos e mercados sobrepostos.
Os advogados de Swift contestam esses pontos e afirmam que Flagg tem aproveitado o anúncio do álbum para “reformular sua imagem” e se associar ao lançamento. A defesa cita publicações nas redes sociais em que, segundo ela, a artista usou hashtags relacionadas ao álbum — incluindo #thelifeofashowgirl, #swifties, #ts12 e #taylornation — além de exibir o logotipo da capa do disco e trechos das músicas, o que, dizem, demonstra tentativa de associação pública.
Como base para pedir a rejeição da liminar, os advogados de Swift afirmam que essa conduta de Flagg impede a concessão da tutela antecipada. Além disso, sustentam que a autora não comprovou adequadamente como consumidores poderiam confundir as marcas, tampouco demonstrou danos irreparáveis ou intenção de Swift em infringir qualquer marca registrada.
Imagem: Getty
Os defensores de Swift também invocam a Primeira Emenda dos Estados Unidos, argumentando que o uso do título The Life of a Showgirl em conexão com o álbum e produtos promocionais integra uma obra expressiva, sendo o título relevante para a própria obra e sem indícios de tentativa de enganar o público quanto à origem do material.
Os representantes de Flagg disseram ter lido os documentos apresentados pelos réus e afirmaram que o Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) já negou o registro pretendido pelos réus; segundo eles, em vez de contestar essa decisão, os réus focam em outros argumentos. Os representantes de Flagg informaram que apresentarão a resposta ao processo na semana seguinte. Os advogados de Taylor Swift não comentaram além dos documentos judiciais.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6