A rapper brasiliense Afro Honey lançou o single “Meu Bem”, que chega às plataformas digitais em 12 de junho, Dia dos Namorados. A faixa, que mistura rap e elementos eletrônicos, foi produzida, mixada e masterizada por Eddu Chaves e traz uma narrativa sobre amor, ausência, vulnerabilidade e retomada pessoal.
Segundo a artista, a canção busca transmitir uma sensação de paz e esperança, mesmo diante de momentos de tristeza: a ideia é mostrar que, apesar das noites de oração e de choro, “em algum momento o sol volta e as coisas dão certo”.
O processo de criação ocorreu durante uma passagem de Afro Honey por São Paulo, última parada de uma série de sessões que também passaram por Salvador e Fortaleza. Após participar de uma edição especial da Batalha da Dominação voltada ao público da diversidade, a rapper foi convidada para gravar no estúdio da Ref Music, onde a música começou a ser estruturada.
Inicialmente, a intenção era registrar um trabalho com sonoridade hard trap, influência presente no período em que a artista estava. No entanto, o contexto emocional da viagem — marcado pelo término de um relacionamento de três anos e por perdas recentes na esfera pessoal — direcionou a composição para um tom mais sensível. Afro Honey afirma que o refrão surgiu imediatamente, como uma atualização para alguém querido sobre conquistas e recomeços, apesar da dor.
Em “Meu Bem”, a cantora transforma experiências pessoais em narrativa: a letra fala de distância, da vontade de compartilhar pequenos avanços, de manter a estabilidade emocional após um período turbulento e de continuar acreditando diante das dificuldades. A vivência na capital paulista aparece na música, tanto pelo primeiro feat com um produtor da cidade quanto pela concretização do desejo de um grillz rosa confeccionado pela Damski, item que se tornou parte de sua estética visual.
Imagem: Divulgação
Esteticamente, o single amplia a identidade criativa de Afro Honey ao aproximar o universo Cyberpink de referências solarpunk, propondo uma convivência simbólica entre tecnologia e natureza. Na composição, essa mistura funciona como metáfora: sentimentos pessoais atravessam distâncias e telas enquanto a artista lida com aspectos orgânicos de si mesma. O resultado é um lançamento que trata de amor e ausência, mas também de cura, desejo e continuidade.
Com informações de Rapnarua

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6