A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, órgão vinculado à CBF, informou que acompanha a gestão do empresário norte-americano John Textor, presidente da SAF do Botafogo, em especial uma operação de empréstimo considerada pela agência como de alto custo financeiro.
O que está em apuração
De acordo com reportagem do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL Esportes, a investigação foca um empréstimo de 25 milhões de dólares — aproximadamente R$ 130 milhões na cotação atual — concedido por Textor ao clube com juros elevados. Parte significativa desse montante foi usada para quitar um transfer ban relacionado à contratação do jogador Thiago Almada.
A agência tem entre suas atribuições zelar pelo cumprimento das regras de Fair Play da CBF e, por isso, monitora as contas das agremiações. No caso em questão, houve solicitação formal de documentos que descrevem a operação financeira. No ofício enviado, a CBF também faz referência a reportagens que apontam possíveis vendas fictícias de atletas do elenco.
Se forem identificadas inconsistências, a agência pode instaurar um “Procedimento Específico de Diligência”, tanto a partir de denúncias quanto por iniciativa própria, segundo o regulamento que disciplina o monitoramento das práticas financeiras dos clubes.
Posicionamento do Botafogo
Em nota oficial, o Botafogo rechaçou as matérias que questionam as finanças envolvendo John Textor. No comunicado, o clube afirmou que as dificuldades financeiras atuais decorrem da interrupção do modelo de negócios de finanças compartilhadas entre a rede de clubes ligada ao empresário e o Lyon.
Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
O clube também destacou que atletas como Luiz Henrique, Thiago Almada e Igor Jesus teriam sido contratados pelo chamado “Modelo Textor”, e que existem documentos que comprovam esse arranjo. Segundo o Botafogo, a agremiação pretende mover ação judicial contra o OL (Olympique Lyonnais) e contra responsáveis que teriam interrompido o modelo de negócios da Eagle, com o objetivo de recuperar valores que, afirma, são devidos ao clube.
A apuração da agência segue em andamento, com a análise da documentação solicitada e a verificação das reportagens citadas pela CBF.
Com informações de Br.bolavip

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6