A francesa Air Liquide anunciou a aquisição da sul-coreana DIG Airgas por 2,85 bilhões de euros, movimento voltado a reforçar sua atuação no mercado asiático de gases industriais e medicinais. O contrato foi assinado em agosto de 2025 e garante à companhia europeia controle sobre infraestrutura estratégica na Coreia do Sul.

O que foi comprado e por que

A transação inclui uma extensa rede de dutos industriais, plantas de separação de ar, tecnologias de purificação e sistemas de armazenamento criogênico de alto desempenho. Esses ativos são utilizados para produzir gases ultra-puros — como nitrogênio, argônio e hélio — essenciais na fabricação de semicondutores e displays, além de gases empregados na produção de baterias e na manufatura geral.

Onde e quando

O acordo fechado em agosto de 2025 dá à Air Liquide presença consolidada em bases industriais coreanas, região considerada hub global para semicondutores e inovação em baterias. A operação integra a infraestrutura local ao portfólio global da companhia.

Como a aquisição atua no mercado

Com a incorporação dos ativos da DIG Airgas, a Air Liquide passa a controlar produção e distribuição locais, o que, segundo o comunicado oficial da empresa, permite reduzir custos operacionais e aumentar a resiliência das cadeias de suprimento tecnológicas. A integração operacional prevê a fusão das redes de distribuição e das plantas de separação de ar para otimizar logística e atendimento a clientes industriais.

Quem são os clientes e ativos relevantes

A carteira herdada inclui contratos de longo prazo com grandes fundições de semicondutores e fabricantes de displays na Coreia do Sul. Além das unidades de produção, a aquisição abrange tecnologias de purificação e logística avançada para distribuição de gases, atendendo setores como semicondutores, veículos elétricos (baterias de íon-lítio) e manufatura em geral.

Imagem: Divulgação

Impacto estratégico

A operação posiciona a Air Liquide como fornecedora de referência de gases ultra-puros para a indústria eletrônica na Ásia e dá vantagem na oferta de soluções de baixo carbono, conforme as demandas regulatórias e de ESG na região. A empresa afirma que a proximidade com centros de pesquisa e desenvolvimento coreanos favorecerá o desenvolvimento conjunto de misturas gasosas e soluções para processos industriais.

Especialistas do setor já apontam que a aquisição tende a pressionar concorrentes a buscar movimentos semelhantes e pode alterar a dinâmica de preços e a negociação de insumos básicos para a eletrônica, dada a ampliação da capacidade e da rede logística da Air Liquide na Ásia.

Com informações de Olhardigital