São Paulo – A parceria iniciada em 2024 com o single “Esperança” ganha corpo na próxima quinta-feira, 15 de janeiro, quando o rapper paulistano Criolo, o pianista pernambucano Amaro Freitas e o cantor e compositor português de ascendência cabo-verdiana Dino D’Santiago lançam o álbum autoral “Criolo, Amaro & Dino”. O projeto traz 12 faixas inéditas e chega ao público com capa assinada pelo artista plástico brasileiro Vik Muniz.

Gravado ao longo dos últimos meses, o disco pretende solidificar a conexão artística entre os três músicos, que se aproximaram após colaborarem na canção “Esperança”. Na ocasião, a mistura entre rap, jazz e sonoridades de matriz africana chamou atenção e incentivou a formação de um trabalho conjunto mais amplo.

Faixas

O repertório foi organizado na seguinte ordem:

  1. “E se livros fossem líquidos (Poeta fora da lei Pt II)”
  2. “Você não me quis”
  3. “Menina do coco de Carité” – participação de As Clarianas e Maciel Salú
  4. “Seka”
  5. “No vento de nós”
  6. “Ela é foda”
  7. “Mama Afrika”
  8. “Anoitecer”
  9. “Fogo lento”
  10. “Passaredo” – Interlúdio
  11. “Amazônia (A-i’ahu)”
  12. “Hoje eu vi você”

A expectativa é que cada faixa reflita a combinação de estilos dos integrantes: o piano de harmonias complexas de Amaro Freitas, as rimas socialmente engajadas de Criolo e a fusão de música lusófona e ritmos cabo-verdianos conduzida por Dino D’Santiago. Segundo a equipe responsável pela produção, o álbum foi concebido para valorizar essas identidades sem que nenhuma se sobreponha às outras.

Além da música, o visual do projeto também ganhou atenção especial. A capa criada por Vik Muniz, conhecido internacionalmente por obras que utilizam materiais inusitados, apresenta um mosaico fotográfico que reúne referências ao universo cultural dos três artistas. O trabalho gráfico reforça a proposta de diálogo entre diferentes origens e trajetórias.

Imagem: Arte de Vik Muniz

“Criolo, Amaro & Dino” ficará disponível em todas as principais plataformas de streaming a partir da zero hora de quinta-feira. Até o momento, não há confirmação de eventos presenciais de lançamento, mas a assessoria dos artistas informou que apresentações ao vivo estão sendo planejadas para o primeiro semestre.

Com 12 músicas, capa produzida por um nome de peso nas artes plásticas e a união de três carreiras reconhecidas pela inovação, o álbum busca posicionar-se como ponto de convergência entre rap, jazz contemporâneo e influências afro-lusófonas.

Com informações de G1