O mixologista Alê D’Agostino, proprietário do bar Coda, em São Paulo, detalha os cuidados necessários para alcançar um Dry Martini considerado impecável. Clássico associado a figuras como James Bond, o coquetel tem origem disputada entre cidades americanas no final do século 19, mas tornou-se conhecido mundialmente pela combinação simples de gin e vermute seco.
Segundo D’Agostino, essa aparente simplicidade esconde desafios técnicos que passam pelo equilíbrio dos ingredientes e pela escolha do destilado. As primeiras versões da bebida, lembra o especialista, utilizavam o London Dry, um gin de perfil mais seco, e a qualidade do gin continua sendo fator determinante para o resultado na taça.
Além da seleção do destilado, o bartender destaca a importância da temperatura e da textura: “um bom Dry Martini deve ter textura de seda”, descreve, apontando para a preferência por taças em “V” finas e de cristal, de tamanho menor. Para atingir a textura ideal, o controle do gelo é fundamental, já que ele equilibra temperatura, diluição e corpo da bebida.
Na finalização, a tradição contempla um twist de limão ou uma azeitona. A azeitona gordal, além do efeito visual, acrescenta um toque salgado que ajuda a contrabalançar a secura do coquetel e, conforme a tradição, “abre o apetite”, tornando o Martini um aperitivo apropriado para o início da noite.
No bar Coda, onde D’Agostino dirige a carta de martinis, essa tradição ganhou um complemento gastronômico: a combinação do Dry Martini clássico com batatas fritas. A dupla é apontada como a mais vendida da casa e representa a proposta high & low do estabelecimento — sem pretensão, com foco no sabor.
Receita de Dry Martini, por Alê D’Agostino
Ingredientes:
Imagem: Karim RojasDry Martini do bar Coda
- 70 ml de gin
- 5 ml de vermute
- 1 azeitona gordal
- 1 zest (casca) de limão siciliano
Modo de preparo:
- Adicione todas as bebidas em um mixing glass previamente resfriado.
- Coloque gelo e mexa entre 10 e 12 segundos.
- Coe o líquido para uma taça dry gelada.
- Perfume a bebida com o zest de limão siciliano e decore com uma azeitona espetada no palito.
O passo a passo reforça a prioridade dada por D’Agostino ao controle de temperatura, à diluição adequada e ao uso de ingredientes de qualidade para que o coquetel alcance a textura e o equilíbrio desejados.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6