Por que a Alibaba baniu o Claude Code

A medida ocorre após crescentes questionamentos sobre recursos do Claude Code que poderiam identificar usuários vinculados à China. Desenvolvedores relataram que a ferramenta examinava elementos como fuso horário e dados de proxy, além de inserir marcadores discretos em comandos encaminhados aos servidores da Anthropic.

Em publicação na rede X na última terça-feira (30), um funcionário da Anthropic disse que o recurso era “um experimento lançado em março” com o objetivo de impedir o abuso de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação de modelos.

Anthropic acusa Alibaba de destilação em massa

O bloqueio intensifica um conflito que vinha se desenvolvendo entre as duas companhias. Em carta protocolada em 10 de junho ao Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos Estados Unidos, a Anthropic acusou a Alibaba de tentar extrair “de forma descarada e ilícita” as capacidades de seus modelos de IA, conforme apurado pela CNBC.

No documento, a Anthropic descreveu o episódio como o maior ataque de destilação identificado contra a empresa. A destilação é o método de treinar um modelo menor e menos capaz a partir das respostas de um modelo mais potente já existente.

De acordo com a carta, operadores ligados à Alibaba e ao seu laboratório de IA teriam realizado 28,8 milhões de interações com os modelos da Anthropic entre 22 de abril e 5 de junho, utilizando cerca de 25 mil contas fraudulentas. A empresa afirmou que o enfrentamento da destilação ilícita demanda ação coordenada entre governo e indústria.

Alibaba proíbe uso do Claude Code por funcionários

Imagem: Unsplash/CardMapr.nl

Nem a Alibaba nem a Anthropic responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre o banimento do Claude Code. A Alibaba também não se manifestou publicamente sobre as acusações da Anthropic.





Com informações de Canaltech