A Anthropic, empresa por trás do chatbot Claude, divulgou denúncia contra três companhias chinesas de tecnologia por supostamente usarem uma técnica para obter dados do serviço e treinar seus próprios modelos de linguagem. Segundo a empresa, as empresas identificadas são DeepSeek, Moonshot e MiniMax, e o processo envolveu a criação de mais de 24 mil contas para interagir com o Claude.
De acordo com a publicação no blog da Anthropic, o método empregado foi a chamada destilação de conhecimento (knowledge distillation). Nesse procedimento, um modelo de menor porte aprende a reproduzir respostas de um modelo mais avançado por meio da observação de suas saídas. A prática não é considerada ilegal em si, mas pode ser irregular dependendo das circunstâncias, segundo a Anthropic.
A empresa americana alertou que modelos estrangeiros treinados a partir do Claude poderiam representar riscos à segurança nacional dos Estados Unidos. A Anthropic citou a possibilidade de uso das capacidades transferidas para finalidades maliciosas, incluindo a elaboração de ciberataques e até a criação de armas biológicas.
Ainda segundo a companhia, as IAs concorrentes teriam empregado a destilação de conhecimento para aprimorar raciocínio, confeccionar “alternativas com censura” a perguntas políticas, programar e controlar agentes de IA, entre outras funções. A Anthropic informa também que optou por não disponibilizar o Claude na China, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.
Críticas e acusações contra a Anthropic
Após a publicação da acusação na rede social X, a Anthropic recebeu críticas de usuários que apontaram contradições, lembrando que a própria empresa já enfrentou acusações de uso indevido de obras para treinar seus modelos. Um caso conhecido envolve a compra e destruição de milhões de livros que teriam sido escaneados para alimentar o Claude; essa ação resultou em um acordo com autores e editoras, considerado por alguns como pagamento baixo, além de repreensão judicial por violação.
Imagem: Ap
No início de 2026, gravadoras também processaram a Anthropic, alegando que a empresa teria baixado ilegalmente mais de 20 mil músicas protegidas por direitos autorais, incluindo partituras, letras e composições. Esse processo ainda não foi julgado.
Até o momento, DeepSeek, Moonshot e MiniMax não emitiram posicionamento público sobre as alegações feitas pela Anthropic.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6