Mulher de 91 anos mantém rotina no campo e administra produção de farinha no interior da Bahia

Barbara Loiola, aos 91 anos, continua acompanhando diariamente a colheita e o funcionamento da casa de farinha que transformou em empresa no interior baiano. Moradora de Acajutiba, no sertão da Bahia, ela enfrentou a seca e, a partir da mandioca, construiu um negócio de produção de farinha que se tornou a base de sua renda e de seu patrimônio.

A produção de farinha é conduzida por Barbara com presença constante no campo. Ela acorda cedo todos os dias para supervisionar a roça e as etapas da produção, mantendo a rotina que, segundo relatos, foi fundamental para superar as dificuldades ao longo da vida. O trabalho diário na mandioca e na casa de farinha é o núcleo do empreendimento que ela administra.

O negócio que Barbara toca ilustra o papel da farinha de mandioca na economia regional. Ao acompanhar de perto a colheita e o funcionamento da casa de farinha, ela mantém o controle sobre a produção e sobre a relação entre o trabalho no campo e o processamento do alimento. Essa continuidade de atividade é apontada como elemento central na manutenção do empreendimento e na geração de recursos.

Mesmo aos 91 anos, a rotina de acordar cedo e supervisionar as tarefas no campo e na casa de farinha permanece inalterada. A trajetória de quem enfrentou períodos de seca no sertão, criou dezenas de filhos adotivos e conseguiu consolidar um patrimônio com a venda de farinha está vinculada ao cotidiano de trabalho e ao gerenciamento direto das etapas produtivas.

Imagem: Wikimedia Commons

O exemplo de Barbara destaca a relação entre pequeno agronegócio familiar e a sustentação econômica de localidades no Nordeste, ao mesmo tempo em que reflete a persistência de uma produtora rural que não abriu mão da rotina que a acompanhou por toda a vida.





Com informações de Clickpetroleoegas