A Australasian Performing Right Association (APRA) anunciou em 28 de janeiro uma série de iniciativas para marcar seus 100 anos de atuação na Austrália e na Nova Zelândia. A organização, que representa mais de 128 mil criadores musicais, descreve o centenário como “a celebração mais significativa da contribuição da composição e da canção para a cultura, a identidade e a economia dos dois países”.

Entre as atividades previstas está o lançamento de um evento no estilo hall da fama em novembro. Em abril de 2026, a APRA promoverá a maior edição já realizada do APRA Music Awards em Sydney, seguida pela entrega dos prêmios Silver Scroll Awards/Kaitito Kaiaka na Nova Zelândia, prevista para outubro.

O programa colaborativo SongHubs receberá reforço em abril na Austrália e em setembro na Nova Zelândia, com oficinas que reúnem compositores e produtores. Além disso, será lançada uma grande antologia em formato de livro, reunindo um século de marcos musicais e artísticos de ambas as nações.

O pontapé inicial ficará a cargo da linha do tempo interativa “APRA: A Century of Song”, disponível em formato digital. A versão de prévia pode ser acessada no site oficial da associação, oferecendo uma viagem cronológica por momentos como o sucesso de Johnny O’Keefe com “Wild One”, regravado por Iggy Pop em 1986, e o impacto global de bandas e artistas como AC/DC, INXS, Midnight Oil, Lorde e Sia.

A plataforma também relembra a transição de Kylie Minogue de atriz em Neighbours para estrela musical com “Locomotion” em 1987, o início do programa de TV Countdown na ABC em 1974 e a interpretação de Christine Anu de “My Island Home” durante os Jogos Olímpicos de Sydney em 2000.

Dean Ormston, CEO da APRA AMCOS, ressalta que “desde a licença para transmissões de dança e rádio nos anos 1920 até a proteção de direitos autorais na era da inteligência artificial, a APRA evoluiu junto com a música que representa. Este centenário não é apenas uma retrospectiva, mas um reconhecimento do valor duradouro da composição para nossa cultura e identidade”.

Fundada por seis editoras em fevereiro de 1926, a APRA soma hoje mais de 128 mil associados. Em parceria com a AMCOS, a entidade registrou em 2024-25 uma receita de A$ 787,9 milhões (US$ 511 milhões), um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, e distribuiu A$ 683,4 milhões (US$ 443 milhões), 7,8% a mais que em 2023-24. Analistas apontam que a receita alcançará A$ 800 milhões no próximo balanço e vislumbra a marca de A$ 1 bilhão.

Imagem: Divulgação

Jenny Morris, artista neozelandesa e presidente da APRA, destaca que “da famosa vinheta da Aeroplane Jelly em 1930 ao fenômeno global de Lorde nos anos 2020, a cronologia é um passeio nostálgico e educativo para qualquer amante da música”.

A nova cerimônia de hall da fama se soma à homenagem independente da ARIA pelo seu 40º aniversário, que também incluíra cinco induções. Na APRA Music Awards, será concedido o Ted Albert Award for Outstanding Services to Australian Music, agraciando contribuições excepcionais ao cenário musical australiano.

Segundo a entidade, as comemorações de 2026 superarão em escala as realizadas nos 75 anos, quando em 2001 foi divulgada uma lista das 30 maiores canções australianas de todos os tempos, com “Friday On My Mind”, de The Easybeats, no topo.

Para acompanhar a linha do tempo completa e obter mais detalhes sobre a programação, acesse apraamcos.com.au/100-years.

Com informações de Billboard