A Argentina tenta minimizar a dependência em torno de Lionel Messi às vésperas do duelo com o Egito, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O confronto é encarado como oportunidade para ajustar o desempenho coletivo após a vitória apertada por 3 a 2 sobre Cabo Verde, que deixou evidentes limitações no jogo da seleção.

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Os atuais campeões mundiais aliviaram o risco de eliminação graças a um gol nos minutos finais, evitando a definição por pênaltis. Apesar da classificação, a equipe percebeu que vem dependendo excessivamente da criatividade e dos gols de Messi ao longo do torneio.

Messi, em sua sexta Copa do Mundo, foi responsável por sete dos 11 gols da Argentina até o momento. Ele marcou nas vitórias sobre Argélia (3 a 0), Áustria (2 a 0) e Jordânia (3 a 1) na fase de grupos, além do gol contra Cabo Verde nos 16-avos. O atacante do Inter Miami lidera a artilharia do torneio, empatado com Kylian Mbappé e Erling Haaland, e soma uma sequência de gols nas últimas oito partidas de Copas.

Além de Messi, o único outro argentino a balançar as redes foi Lautaro Martínez, de pênalti contra a Jordânia. Martínez, apelidado de ‘El Toro’, tem somente esse gol em 10 partidas de Copa do Mundo e foi titular nas quatro partidas do torneio até aqui, à frente de Julián Álvarez.

À espera de mais opções no ataque

Julián Álvarez, que marcou quatro vezes ao lado de Messi no Mundial do Catar, não conseguiu reproduzir o mesmo desempenho nesta edição: são 200 minutos disputados sem gols ou assistências até agora. O técnico Lionel Scaloni deverá dar nova oportunidade a Álvarez para tentar recuperar o ímpeto ofensivo da equipe.

A partida contra Cabo Verde também expôs dificuldades na infiltração pelos lados e na subida dos laterais, o que tem limitado as aproximações de meio-campistas como Enzo Fernández e Rodrigo De Paul em direção à área. Para recuperar a fluidez, Scaloni confirmou o retorno de Leandro Paredes ao comando do meio-campo, possivelmente no lugar de Thiago Almada.

Argentina busca reduzir dependência de Messi antes do confronto com o Egito

Imagem: CHANDAN KHANNA / AFP

O treinador ressaltou que a equipe pode jogar melhor, mas defendeu o resultado prático: a Argentina venceu as quatro partidas que disputou até agora no torneio e tem mostrado disposição e caráter nos momentos de pressão.

Adversário e postura do Egito

O Egito, um dos dois países africanos ainda na competição ao lado do Marrocos, avançou ao eliminar a Austrália nos pênaltis após empate por 1 a 1 nos 16-avos. A seleção egípcia aposta na solidez defensiva, na competitividade e na qualidade de Mohamed Salah, atualmente sem clube segundo a cobertura, além da velocidade do atacante Omar Marmoush, do Manchester City.

O técnico Hossam Hassan rejeitou o rótulo de zebra para sua equipe e afirmou que o objetivo é manter ambição máxima diante de uma Argentina apontada como favorita. O confronto, visto como teste para recuperar confiança defensiva e ofensiva, surge antes de possíveis embates com Colômbia e Inglaterra na trajetória rumo à final marcada para 19 de julho.

A Argentina terá na partida contra o Egito a chance de mostrar maior diversidade ofensiva e reduzir a sobrecarga em Messi antes das fases decisivas do torneio.

Com informações de Gazetaesportiva