Frank Cifaldi, diretor da Video Game History Foundation (VGHF), afirmou nas redes sociais que a pirataria pode se tornar a única alternativa para preservar jogos no futuro, diante da falta de opções legais oferecidas pela indústria. A declaração ocorreu em contexto de debate provocado pelo anúncio da Sony de que não produzirá mais jogos em mídia física a partir de 2028.
Apelo por soluções legais
A VGHF pediu publicamente a entidades setoriais, incluindo a Entertainment Software Association (ESA), que atuem para criar mecanismos que garantam a preservação de títulos exclusivamente digitais. Em comunicado, a fundação disse que museus e arquivos vinham se preparando para um cenário sem discos e cobrou iniciativas que permitam arquivar e disponibilizar legalmente conteúdos digitais para pesquisa histórica.
Argumento do arquivista
Cifaldi afirmou que instituições de preservação tentam há anos negociar soluções com empresas do setor, mas que não recebem alternativas viáveis. A VGHF ressaltou que simplesmente armazenar cópias digitais atualmente disponíveis não é garantia de acesso no longo prazo e criticou a ausência de medidas legais e técnicas que assegurem a longevidade desses títulos.
Reações à decisão da Sony
O anúncio da PlayStation sobre o fim das mídias físicas a partir de 2028, aliado ao encerramento da PS Store para PS3 e PS Vita, reacendeu debate sobre propriedade e preservação de jogos. Desde a divulgação, houve intensa reação nas redes sociais — incluindo X, Instagram, YouTube, TikTok e PlayStation Blog — com usuários criticando a medida, questionando a posse das cópias digitais e afirmando que o PS5 pode ser seu “último PlayStation” caso a decisão se confirme.
Impacto no mercado e respostas de concorrentes
Analistas avaliam que a retirada da mídia física pela Sony não deve necessariamente alterar os planos da Nintendo para a atual geração. Mat Piscatella, diretor sênior da Circana, declarou que a Nintendo tende a manter o uso de cartuchos no Switch 2 e que o varejo continua apoiando a empresa, citando o bom desempenho nas vendas físicas de hardware e software.
Imagem: Divulgação
Lançamentos em mídia física e repercussão
Horas após o anúncio da Sony, a Bethesda divulgou um vídeo promovendo a edição física de Oblivion Remastered para Nintendo Switch 2, com lançamento previsto para 11 de agosto. A publicação foi interpretada por parte da comunidade como uma resposta simbólica à decisão da PlayStation, e gerou comentários favoráveis à manutenção de cópias físicas como forma de preservação.
O tema segue em evidência entre órgãos de preservação, analistas, desenvolvedores e jogadores, enquanto a indústria e associações comerciais são pressionadas a apresentar alternativas que garantam acesso legal e arquivamento de jogos digitais no futuro.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6