A arrecadação federal totalizou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, o maior montante já registrado para esse mês desde o início da série histórica, em 1995. O valor representa alta real de 5,68% em relação a fevereiro do ano anterior, já descontada a inflação, informou a Receita Federal nesta terça-feira (24).
No acumulado do ano, o governo registrou R$ 547,9 bilhões em receitas no bimestre, um aumento real de 4,41% frente ao mesmo período de 2025.
Segundo a Receita, o resultado foi favorecido principalmente pelo crescimento das contribuições previdenciárias e por alterações recentes na legislação tributária. Entre os destaques estão os maiores recolhimentos do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
As receitas de PIS/Cofins chegaram a R$ 47,7 bilhões em fevereiro, com expansão real de 8,45% ante igual mês de 2025. No acumulado do ano, essa arrecadação atingiu R$ 104,1 bilhões, alta real de 6,19%. A Receita atribui o avanço ao aumento do volume de vendas no comércio e serviços e ao desempenho do setor de extração de petróleo.
O IOF arrecadou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, crescimento real de 35,73% na comparação com fevereiro de 2025. No bimestre, o imposto somou R$ 16,8 bilhões, alta real de 41,83%. A elevação reflete mudanças na legislação que ampliaram a incidência do tributo sobre novas operações financeiras.
O IRRF sobre rendimentos de capital (IRRF-Capital) registrou aumento expressivo de 26,45% no bimestre, totalizando R$ 26,4 bilhões. O desempenho foi impulsionado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). O Congresso aprovou, no fim do ano passado, elevação da alíquota do IRRF sobre JCP de 15% para 17,5%, medida que só impactará a arrecadação a partir de abril.
Previdência
A arrecadação da Previdência Social alcançou R$ 60,5 bilhões em fevereiro, com aumento real de 5,68% ante fevereiro do ano passado. A Receita identificou como fatores o crescimento de 3,89% na massa salarial e a alta de 7,98% nas receitas do Simples Nacional. Também houve aumento de 23,42% nas compensações tributárias por débitos relativos à receita previdenciária em comparação com fevereiro de 2025, além da reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos iniciada em janeiro de 2025.
No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação previdenciária somou R$ 124,4 bilhões, crescimento real de 5,58%.
Imagem: José Cruz/Agência Brasil
Outros tributos
A tributação sobre apostas online e jogos de azar rendeu R$ 2,5 bilhões no bimestre, ante R$ 756 milhões no mesmo período do ano anterior, alta de 236% que reflete a regulamentação e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.
Em sentido contrário, tributos relacionados à importação registraram queda real. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação recuaram 10,37% no bimestre na comparação com janeiro e fevereiro de 2025, situação atribuída pela Receita à redução do volume de importações em dólar e à desvalorização cambial anual.
Os resultados reforçam o caixa do governo no início do ano e colaboram para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo o pagamento de precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal. As normas fiscais permitem uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central, o que autoriza o governo a apresentar resultado primário entre zero e superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.
O detalhamento dos números e as explicações sobre os impactos das mudanças legislativas foram divulgados pela Receita Federal no relatório publicado nesta terça.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6