A nova CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, sinalizou uma mudança de foco do Xbox, passando a priorizar o hardware após assumir o cargo no fim de fevereiro. Em entrevista ao Windows Central publicada na última quinta-feira (26), Sharma afirmou que “o retorno da marca começa pelo hardware” e antecipou anúncios relacionados ao Xbox Helix, o codinome da próxima geração.
Apesar de os estúdios do Xbox terem mantido uma entrega consistente de jogos — com participação da Microsoft em mais de 14 títulos no ano passado — a divisão enfrentou problemas recentes, incluindo demissões em massa, aumento do preço do Xbox Game Pass e perda de reputação pública. Sharma já iniciou mudanças internas, como a reformulação do setor de marketing, bastante criticado por jogadores e imprensa.
Project Brooklin e a possibilidade de um mid-gen
Documentos vazados à Federal Trade Commission mostraram que a Microsoft chegou a desenvolver um console de meio de geração conhecido como Project Brooklin. O aparelho, descrito como cilíndrico, trazia um processador de 6 nm, 2 TB de SSD e formato totalmente digital. O controle associado, codinome “Sebile”, incluiria feedback háptico avançado, alto-falante, acelerômetro e bateria removível, com preço previsto de US$ 69,99. O lançamento estava agendado para 2024.
Com os lançamentos do Xbox Series X All-Digital branco e do Xbox Series X Black Galaxy com 2 TB, e sem confirmação de um modelo equivalente ao PS5 Pro ou ao Xbox One X para esta geração, a retomada do Project Brooklin é considerada improvável. Há especulação sobre se a Microsoft planejou um mid-gen para competir com rivais e sobre qual seria o posicionamento da nova liderança quanto a consoles de meio de ciclo.
Portátil próprio e a parceria com a ASUS
Phil Spencer manifestou interesse em um Xbox portátil desde o início da geração, mas relatos afirmam que negociações com a AMD foram interrompidas após exigência da fabricante por uma encomenda de 10 milhões de unidades para justificar o desenvolvimento de um SoC dedicado. Considerado um número excessivo pela Microsoft, o projeto foi engavetado.
Em vez de um portátil próprio, surgiu o ROG Xbox Ally, fruto da parceria entre ASUS e Microsoft, que roda sistema com interface do Xbox baseada em Windows. O dispositivo, voltado a nicho, teve vendas e preço elevados: até outubro de 2025 estimava-se que o Steam Deck vendeu 5 milhões de unidades e o ROG Ally cerca de 2 milhões. No Brasil, versões de importação do ROG Xbox Ally chegaram a custar quase R$ 14 mil, enquanto a venda oficial pela ASUS ficou em torno de R$ 10 mil.
Imagem: Divulgação/Microsoft
Xbox Helix e próximos passos
Sharma revelou o codinome do novo projeto como Project Helix, definido como um Xbox híbrido capaz de rodar jogos de PC e integrar bibliotecas do computador. “O Project Helix será líder em desempenho”, afirmou Sharma. A Microsoft confirmou que dará mais detalhes sobre o Helix durante a Game Developers Conference (GDC), que ocorre entre 9 e 14 de março nos Estados Unidos.
Entre as questões levantadas estão preço do console híbrido e o modelo de negócios: plataformas como Nintendo Switch e PlayStation 5 costumam vender hardware com prejuízo inicial e recuperam receita com conteúdos e serviços. No caso do Helix, há dúvidas sobre como a Microsoft pretende gerar lucro com software se a plataforma também for compatível com lojas concorrentes, como Steam e Epic Games Store, onde preços frequentemente favorecem consumidores.
Asha Sharma assegurou que mais anúncios e investimentos em hardware estão por vir, destacando o compromisso de “retornar ao Xbox” começando pelo console.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6