Uma equipe liderada pela Universidade de Chiba, no Japão, anunciou a identificação direta de gás neutro associado à formação estelar em quatro galáxias observadas entre 700 milhões e 800 milhões de anos após o Big Bang. O resultado, obtido com o radiotelescópio ALMA, foi divulgado em estudo publicado nesta segunda-feira (15) no periódico The Astrophysical Journal.
O achado permite mapear com maior precisão o material que serve de combustível para o nascimento de estrelas em um momento muito remoto da história do cosmos, uma medição que até então era difícil mesmo com os instrumentos mais avançados.
Como foi feita a detecção
A comparação entre os dois sinais permitiu aos cientistas separar a origem das emissões registradas e concluir que grande parte do material detectado estava concentrada em zonas neutras.
As observações abarcaram quatro galáxias consideradas representativas da população de sistemas formadores de estrelas nos primeiros capítulos do universo. Além dos dados coletados pelo ALMA, os pesquisadores incorporaram informações do Telescópio Espacial James Webb para ampliar a caracterização física e química desses ambientes.
Yoshinobu Fudamoto, professor assistente da Universidade de Chiba e coordenador do estudo, afirmou que este é o registro direto mais distante do tipo em galáxias comuns do universo inicial, e que a abordagem empregada valoriza o uso prévio de observações de [C II] para investigar o gás neutro nessa época.
Os autores também usaram as emissões de oxigênio e carbono para modelar as propriedades do gás. Os resultados indicam densidades elevadas, comparáveis às encontradas em galáxias com formação estelar intensa, embora o campo de radiação seja menos intenso do que o observado em sistemas extremamente ativos. Isso sugere a presença de regiões compactas com grande concentração de matéria apta a formar estrelas.
Imagem: Adolf Schaller/STScI
Akio K. Inoue, do Instituto de Pesquisa em Ciência e Engenharia da Universidade Waseda, destacou que a linha [O I] passa a ser uma ferramenta eficaz para estudar um componente do universo que vinha sendo difícil de observar, abrindo novas possibilidades para investigar o combustível da formação estelar no universo primitivo.
Os pesquisadores informaram que planejam ampliar a amostra de galáxias observadas para construir um panorama mais completo sobre como essas estruturas se formaram e evoluíram desde os primeiros momentos após o Big Bang.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6