O ataque militar realizado pelos Estados Unidos e por Israel contra instalações iranianas provocou repercussões imediatas nos mercados financeiros internacionais e trouxe efeitos secundários ao Brasil, com impactos sobre commodities, aversão ao risco dos investidores e potenciais pressões sobre a inflação e cadeias de suprimentos.

A ofensiva elevou o preço do petróleo bruto, principal referência para energia e combustíveis. Com o Irã responsável pela exportação de milhões de barris por dia e com o estratégico Estreito de Hormuz vulnerável, aumentou o risco de interrupções no fluxo de petróleo, o que impulsionou as cotações. Analistas projetam que os preços podem subir entre US$ 5 e US$ 10 acima dos níveis atuais caso a volatilidade persista, mesmo sem um bloqueio total da rota marítima.

O petróleo Brent, referência internacional, já registrou altas significativas, refletindo o temor dos mercados em relação a possíveis desabastecimentos.

Situações de conflito geopolítico tendem a elevar a aversão ao risco, beneficiando ativos considerados “portos-seguro”, como ouro e títulos de dívida de governos estáveis. Em contrapartida, mercados de ações mostram maior volatilidade e moedas de países emergentes costumam sofrer desvalorizações.

Nos Estados Unidos, principais índices acionários já sentiram pressão, com quedas atribuídas à combinação de receio geopolítico e outras incertezas econômicas.

Embora o Brasil não esteja envolvido diretamente no confronto, o país pode sofrer efeitos indiretos via elevação dos preços de combustíveis e aumento da inflação. O país depende, em parte, de importações e de insumos ligados ao petróleo; um aumento prolongado nos preços internacionais tende a refletir-se nos custos de diesel, gasolina e frete, pressionando a atividade econômica doméstica.

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Investidores brasileiros podem adotar postura mais cautelosa diante das oscilações globais, especialmente em setores sensíveis a energia e commodities.

Logística e aviação

Os efeitos alcançam também a logística: a aviação global registrou transtornos em rotas que cruzam o Oriente Médio, com cancelamentos e desvios de voos por motivos de segurança.

Cenário geopolítico

A ofensiva, chamada pelos EUA de “Fúria Épica”, deve se estender por vários dias, segundo autoridades norte-americanas. Em resposta, o Irã já lançou disparos de mísseis contra alvos israelenses e americanos na região. O desdobramento do conflito e eventuais envolvimentos regionais adicionais serão determinantes para os próximos movimentos dos mercados globais.

Com informações de Portalin