Investidores de alta renda estão ampliando a diversificação de seus portfólios com ativos que unem potencial de valorização e experiências de consumo. Entre as classes em ascensão estão imóveis de alto padrão, bolsas de luxo, obras de arte, vinhos raros e até cavalos de corrida, que agora podem ser acessados também por meio de modelos de propriedade fracionada.
O fenômeno, descrito como investimento experiencial, surge num contexto de maior sofisticação do mercado financeiro e da expansão dos ativos alternativos. A consultoria Preqin estima que o universo de ativos alternativos deverá superar US$ 30 trilhões em ativos sob gestão até o fim da década, com segmentos como private equity, infraestrutura, crédito privado e ativos reais impulsionando esse crescimento. Embora ainda representem parcela reduzida do total, os investimentos ligados a experiências despontam entre as vertentes com maior ritmo de expansão.
No setor de luxo, indicadores reforçam a atratividade do segmento. Pesquisa da Bain & Company em parceria com a Altagamma aponta que o mercado global de bens pessoais de luxo movimenta cerca de € 364 bilhões por ano, enquanto o ecossistema ampliado do luxo — que engloba hospitalidade, gastronomia, automóveis, iates e experiências — ultrapassa € 1,5 trilhão. Esses números abrem espaço para modelos que permitem a divisão de propriedade de ativos antes restritos a compradores individuais.
Plataformas internacionais especializadas vêm transformando itens historicamente inacessíveis em oportunidades de investimento fracionado. Serviços desse tipo possibilitam a compra de cotas de bolsas Hermès, imóveis de temporada, cavalos de corrida e outros objetos colecionáveis, reduzindo a necessidade de aporte elevado por parte de um único investidor. Em determinadas estruturas, além da expectativa de ganho de capital, os cotistas podem também usufruir do bem ou da experiência associada.
Relatórios sobre riqueza mostram mudança no comportamento das grandes fortunas. O Knight Frank Wealth Report indica que investidores de alta renda aumentaram a parcela de ativos tangíveis em suas carteiras, destacando arte, carros clássicos, relógios, joias, vinhos e imóveis de luxo. Além da preservação patrimonial, esses bens oferecem correlação reduzida com os mercados financeiros tradicionais, servindo como ferramentas adicionais de diversificação.
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Gestores patrimoniais e especialistas observam que a digitalização e o crescimento das plataformas de fracionamento estão ampliando a liquidez desses ativos e diminuindo barreiras de entrada. Assim, os investimentos experienciais passam a integrar estratégias que buscam combinar retorno financeiro com acesso e identidade de consumo, ocupando espaço maior nas carteiras de quem procura diferenciação sem abrir mão da diversificação.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6