A B3 S.A. (B3SA3) divulgou nesta quinta-feira, 26, após o fechamento do mercado, os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao consolidado de 2025. No ano, a bolsa registrou receitas de R$ 11,1 bilhões, informou a companhia, equivalendo a um crescimento de 5% em relação a 2024.

As despesas operacionais totalizaram R$ 3,4 bilhões, com alta de 1% frente ao ano anterior. A empresa ressalta que, ao excluir as linhas de depreciação e amortização e as vinculadas ao faturamento, o aumento das despesas teria sido de 5%, ligeiramente acima da inflação do período, indicando manutenção da disciplina de custos sem impactar a agenda de lançamentos e a ampliação de produtos.

O lucro líquido recorrente alcançou R$ 5,3 bilhões em 2025, avanço de 10% na comparação anual. O lucro recorrente por ação ficou em R$ 1,01 ante R$ 0,88 em 2024, incremento de 16%, movimento atribuído à execução de programas de recompra de ações.

O retorno total aos acionistas somou R$ 6,3 bilhões, dividido entre R$ 3,0 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 3,3 bilhões em recompras, o que representou 4,6% do capital social da companhia. O payout no período foi de 137%.

A companhia informou ter registrado um efeito contábil pontual em função do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A B3 reconheceu impacto de aproximadamente R$ 1,0 bilhão na atualização de impostos diferidos vinculados à amortização fiscal do ágio. A empresa afirmou que o movimento é extraordinário, o benefício fiscal já foi utilizado e não afetará a geração de caixa.

Ao longo de 2025, a B3 lançou 12 índices e 19 produtos de derivativos, além de promover avanços na plataforma de negociação secundária de renda fixa Trademate. A companhia também se preparou para atuar no mercado de duplicatas escriturais com a aquisição das empresas Shipay e CRDC.

Para 2026, a estratégia da B3 permanece centrada em dois pilares: o fortalecimento dos negócios principais e a diversificação em atividades que aproveitem as características da empresa. O foco inclui expansão do portfólio de produtos e serviços, fortalecimento da infraestrutura tecnológica e adoção de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.

Mercados

O segmento Mercados, que agrega Renda Variável, Derivativos, Empréstimo de Ativos, Renda Fixa e Crédito, registrou receita de R$ 7,4 bilhões no ano, aumento de 3,1% ante 2024.

Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no mercado à vista foi de R$ 24,4 bilhões, alta de 1,5%. Os volumes de ETFs e BDRs cresceram 13,3% e 48,0%, respectivamente, compensando a queda de 1,1% em ações. A participação de ETFs, BDRs e Fundos Listados no volume total passou para 15,5% em 2025, contra 13% em 2024. As receitas desse segmento somaram R$ 2,2 bilhões, retração de 2,4%, apesar da taxa Selic em 15% ao ano e de volumes bem acima dos níveis pré-pandemia.

Em Derivativos, o volume médio diário negociado (ADV) foi de 10,8 milhões, 6,3% abaixo de 2024. As emissões de derivativos de balcão cresceram 6,0% e o estoque avançou 17,0%. Mesmo com queda nos volumes, a receita do segmento caiu apenas 1,5%, totalizando R$ 3,6 bilhões.

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No segmento de Renda Fixa e Crédito, o volume de novas emissões de instrumentos de captação bancária subiu 18,0%, impulsionado pelo aumento de 17,9% nas emissões de CDBs. As emissões de outros instrumentos de renda fixa aumentaram 13,5%. O estoque médio de instrumentos de captação bancária cresceu 16,3% e o estoque de debêntures avançou 21,6%. O Tesouro Direto registrou crescimento de 17,2% no número de investidores e de 27,2% no estoque médio.

Outros segmentos

O segmento Soluções para o Mercado de Capitais apresentou receita de R$ 672,4 milhões, alta de 10,1%. Em dados para mercados de capitais, a receita chegou a R$ 327,1 milhões no ano, crescimento de 15,3%, explicado pelo avanço de produtos e pela correção inflacionária dos preços de market data. Na depositária, o número médio de investidores subiu 4,0% e as receitas totalizaram R$ 206,2 milhões, aumento de 9,7%.

As atividades de soluções analíticas de dados foram reunidas sob a marca Trillia. Esse segmento registrou receita de R$ 1,1 bilhão, alta de 10,3%. A linha de Plataformas e Dados Analíticos teve receita de R$ 551,4 milhões, aumento de 17,5%, impulsionada pelas verticais de Crédito, Prevenção a Perdas e Seguros.

Na unidade de Financiamento, o número de veículos vendidos no Brasil em 2025 cresceu 13,5% e o número de financiamentos aumentou 2,0%, elevando para 31,5% o percentual de veículos financiados. As receitas do segmento somaram R$ 572,1 milhões, alta de 4,2%.

O segmento Tecnologias e Plataformas registrou receita de R$ 1,9 bilhão, crescimento de 14,8%. A quantidade média de clientes do serviço mensal de utilização dos sistemas de Balcão cresceu 4,5%, refletindo o avanço da indústria de fundos. As receitas de Tecnologia atingiram R$ 1,2 bilhão, alta de 9,9%, influenciadas pelo aumento de clientes no segmento de Balcão, correções anuais de preços pela inflação e maior faturamento com co-location e serviços de conectividade.

O documento com as informações completas sobre os resultados operacionais para 2025 está disponível no site de RI da B3.

Com informações de Borainvestir.b3