Bad Bunny critica práticas do ICE ao receber Grammy

No domingo (1º), o cantor porto-riquenho Bad Bunny recebeu o Grammy de Melhor Álbum de Música Urbana e aproveitou seu discurso para criticar as ações do ICE, agência responsável pelo controle de imigração nos Estados Unidos. A cerimônia aconteceu na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e foi transmitida ao vivo pela CBS.

Em seu pronunciamento, Bad Bunny ressaltou a necessidade de combater o ódio com amor. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes”, afirmou, provocando intensos aplausos da plateia.

Além do artista porto-riquenho, outros nomes da música também manifestaram apoio à causa. Durante o evento, estrelas como Billie Eilish, Kehlani e Justin Bieber foram vistas usando bottons com a inscrição “ICE OUT”, mensagem adotada por ativistas contrários às práticas de detenção e deportação promovidas pela agência.

Batizado de “ICE Fora de Todos os Lugares”, o movimento ganhou força em diversas cidades norte-americanas. Os protestos surgiram em reação às políticas de imigração implementadas durante o governo do ex-presidente Donald Trump e se intensificaram após denúncias de abusos, detenções arbitrárias e uso excessivo de força por parte de agentes federais.

Casos envolvendo mortes de civis em operações do ICE ampliaram a indignação popular. Em Minneapolis, as ações da agência resultaram na morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, no final do ano passado. As circunstâncias dos incidentes provocaram protestos e críticas, inclusive de segmentos tradicionalmente favoráveis às políticas de segurança do governo.

Imagem: REUTERS/Daniel Cole

Ao encerrar sua fala, Bad Bunny destacou que a música e a arte podem servir como ferramentas de união e resistência. Com sua postura, o artista reafirmou a importância de debater práticas que afetam diretamente comunidades de imigrantes e cidadãos minoritários nos Estados Unidos, inserindo a música urbana em um contexto de mobilização social.

Com informações de G1