O Banco Central da China reafirmou o compromisso de intensificar a adoção do yuan nas transações comerciais internacionais, sinalizando manutenção de condições financeiras frouxas para apoiar a recuperação econômica do país e direcionando recursos à construção de uma infraestrutura própria de pagamentos conhecida como CIPS.

Segundo reportagem do TIMES BRASIL — licenciada com exclusividade pela CNBC, a autoridade monetária chinesa busca ampliar a presença da moeda nacional no comércio externo enquanto preserva uma política monetária que favoreça o crescimento. A CIPS (Cross-Border Interbank Payment System) foi mencionada como uma plataforma de liquidação que funcionaria como alternativa ao sistema Swift, utilizado globalmente para mensagens e pagamento entre bancos.

Fontes citadas pela reportagem destacam que a criação e o desenvolvimento da CIPS fazem parte da estratégia para oferecer outras opções de liquidação internacional, sem, entretanto, caracterizar uma tentativa direta de confrontar o dólar como moeda de reserva. Um professor de finanças internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) comentou que o objetivo, conforme apurado, não é disputar o papel do dólar, mas sim disponibilizar uma alternativa para outros países nas operações comerciais e financeiras.

De acordo com a matéria, as medidas combinam estímulos à circulação do yuan com investimentos em infraestrutura de pagamentos, em um esforço para sustentar a recuperação econômica por meio de políticas monetárias acomodativas e da ampliação de canais para transações internacionais em moeda chinesa.

A reportagem relaciona, ainda, a ênfase do Banco Central chinês em garantir condições financeiras que deem suporte à retomada econômica, ao mesmo tempo em que fortalece a infraestrutura de pagamentos transfronteiriços para facilitar o uso do yuan fora da China.

Imagem: Divulgação

As informações sobre a estratégia do Banco Central da China, o papel da CIPS e os comentários do professor da FGV foram divulgadas pelo TIMES BRASIL, em conteúdo licenciado pela CNBC.





Com informações de Clickpetroleoegas