David Einhorn, sócio-fundador da Greenlight Capital, afirmou em entrevista à CNBC que bancos centrais de diversas nações já começam a trocar reservas em títulos do Tesouro dos EUA por ouro. Segundo o gestor, a combinação de déficits crescentes nos Estados Unidos e a política externa considerada instável motiva esse movimento.
O preço do ouro atingiu mais de US$ 5.300 por onça troy no mês passado, impulsionado por tensões comerciais e pelo receio de investidores em relação às diretrizes econômicas adotadas em Washington. Atualmente, o metal ainda é cotado em torno de US$ 5.100 por onça, mantendo-se em níveis elevados.
Contexto fiscal e comercial
Em relatório divulgado pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), o déficit fiscal dos EUA chegou a US$ 1,9 trilhão, patamar classificado como insustentável. Essa deterioração das contas públicas contribui para a perda gradual de confiança na força do dólar como principal moeda de reserva.
Dados do Federal Reserve de Filadélfia mostram que, em julho de 2025, o dólar continuava a representar cerca de 58% das reservas cambiais globais. Ainda assim, no primeiro semestre daquele ano, os bancos centrais se desfizeram de mais de US$ 48 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano. Já as aquisições de ouro, que haviam atingido o ápice entre 2022 e 2024, registraram leve queda em 2025, conforme o World Gold Council.
O “efeito Einhorn” e a aposta no ouro
Einhorn ganhou notoriedade em 2002 ao apostar contra a Allied Capital e, em 2007, ao prever a queda do Lehman Brothers. Agora, ele sustenta que o ouro “não é sobre inflação, mas sim sobre confiança na política fiscal e monetária”. Para o gestor, esse metal precioso oferece proteção diante do que classifica como má gestão das contas públicas estadunidenses.
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O investidor também destaca a expectativa de cortes adicionais na taxa de juros do Federal Reserve ainda neste ano. Ele projeta que o banco central norte-americano realizará mais reduções de juros do que atualmente indicado pelos mercados, reforçando a atratividade do ouro frente a possíveis oscilações do dólar.
Com a combinação de déficit elevado, incertezas comerciais e sinais de acomodação monetária, o cenário descrito por Einhorn sugere uma gradual migração das reservas internacionais do dólar para o ouro ao longo dos próximos anos.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6