O letrista britânico Bernie Taupin, parceiro de longa data de Elton John, recebeu o Trustees Award da Recording Academy durante a cerimônia de Special Merit Awards, realizada em 31 de janeiro no Wilshire Ebell Theater, em Los Angeles. Com quase seis décadas de carreira e dezenas de sucessos no currículo, Taupin aproveitou o momento para dividir conselhos voltados a compositores iniciantes e experientes.

Em seu discurso, Taupin destacou que aguardava há 57 anos por um prêmio competitivo da Academia, e que a indicação já era por si só uma vitória. “Nunca ganhei um Grammy em competição, mas o trabalho de compor é a maior recompensa”, afirmou, lembrando que se sente privilegiado em exercer a profissão que ama.

O letrista ressaltou ainda o prazer de contar histórias por meio da música e listou dez recomendações baseadas em sua própria experiência:

  • Evitar clichês.
  • Fugir da previsibilidade.
  • Não criar canções com fórmula pronta.
  • Jamais escrever em cubículos.
  • Não se limitar a temas de romance e amor perdido.
  • Inserir elementos inesperados para atrair a atenção.
  • Não dramatizar a ponto de dizer que vai morrer por amor.
  • Estudar quem admira e “emprestar” dos melhores.
  • Não ler manuais sobre como escrever músicas.
  • Valorizar a originalidade para não soar monótono.

Entre seus reconhecimentos estão o Prêmio Gershwin para Canção Popular, 12 Ivor Novello Awards, um Oscar, dois Globos de Ouro, a entrada no Rock & Roll Hall of Fame e a condecoração de Comandante da Ordem do Império Britânico.

Além deste reconhecimento honorário, Taupin é o único homenageado de mérito especial a concorrer, também de forma competitiva, no 68º Grammy Awards, marcado para 1º de fevereiro. Ele divide a indicação de Melhor Canção para Mídia Visual com Elton John, Brandi Carlile e Andrew Watt, pelo tema “Never Too Late”, trilha do documentário Elton John: Never Too Late.

Imagem: Divulgação

No encerramento do discurso, Taupin prestou homenagem a compositores que o inspiraram – de Cole Porter e Duke Ellington a Merle Haggard, Brian Wilson e Leonard Cohen – e exaltou Paul Simon como “o maior compositor americano vivo”, reforçando o respeito mútuo entre as gerações de criadores.

Com informações de Billboard