No domingo (1º de fevereiro de 2026), Billie Eilish conquistou o prêmio de Música do Ano no Grammy Awards pela canção “Wildflower”, faixa de seu álbum Hit Me Hard and Soft (2024). Aos 24 anos, a artista somou seu 11º troféu a uma coleção já expressiva e aproveitou o momento para fazer um contundente protesto contra as políticas de imigração do governo Trump.
A cerimônia aconteceu no Crypto.com Arena, em Los Angeles. Billie subiu ao palco acompanhada do irmão e parceiro de composições, Finneas O’Connell, e recebeu o gramofone dourado das mãos da lenda Carole King. Após os agradecimentos tradicionais à equipe de produção, gravadora, Recording Academy e a Deus, Eilish dedicou sua fala aos demais indicados e ao debate sobre a imigração nos Estados Unidos.
“Eu poderia apenas dizer obrigada, mas a verdade é que ninguém é ilegal em uma terra roubada”, afirmou a cantora, arrancando aplausos de Sabrina Carpenter e dos integrantes do grupo HUNTR/X, também concorrentes na categoria. Em seguida, ela completou: “Está difícil saber o que dizer ou fazer agora. Mas sinto muita esperança aqui, e precisamos continuar lutando, falando e protestando. Nossas vozes importam e as pessoas importam. E f–k ICE, é só isso que eu quero dizer, desculpem”.
O discurso teve grande repercussão por reforçar a onda de protestos contra as ações de deportação e detenção de imigrantes conduzidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Desde janeiro, diversos artistas passaram a usar o botão “ICE Out” na lapela em sinal de repúdio. A polêmica ganhou força após a operação em Minnesota que culminou na morte de dois cidadãos americanos e no assassinato da poeta Renée Nicole Good, de 37 anos, mãe de três filhos.
Billie Eilish já havia classificado o ICE como um “grupo terrorista” ao receber o prêmio de Justiça Ambiental Martin Luther King Jr., no início de janeiro. A nova declaração durante o Grammy reforça seu posicionamento crítico à administração Trump e mantém o engajamento político da artista.
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No total, Eilish chegou à premiação com duas indicações, superando concorrentes como Lady Gaga (“Abracadabra”), Doechii (“Anxiety”), Bad Bunny (“DtMF”) e Kendrick Lamar com SZA (“Luther”). Além de Música do Ano, “Wildflower” também disputava o troféu de Gravação do Ano.
Com a vitória, a cantora consolida sua trajetória de prêmios e reforça, mais uma vez, sua voz ativa em causas sociais.
Com informações de Billboard

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6