Transmissão: Record

A violência urbana no Brasil tem levado mais motoristas a buscar formas de proteção para os veículos, seja por meio da blindagem completa ou da aplicação de películas anti-vandalismo nos vidros. Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), o setor registrou alta pelo quarto ano seguido em 2024, com 34.402 veículos recebendo algum grau de blindagem; entre janeiro e maio de 2025, foram contabilizadas 13.235 unidades blindadas.

O que diferencia blindagem e película

A principal diferença entre os dois procedimentos está na abrangência da proteção e no método de instalação. A blindagem envolve a incorporação de materiais balísticos em praticamente toda a estrutura do automóvel — portas, teto, colunas e vidros — com o objetivo de proteger os ocupantes contra disparos de arma de fogo. Entre os materiais utilizados estão aço balístico, aramida (como o Kevlar) e vidros laminados mais espessos, com níveis de resistência que variam conforme o grau de blindagem contratado.

Por sua vez, a película anti-vandalismo é aplicada apenas sobre os vidros do veículo. Fabricada em poliéster de alta resistência, sua função é dificultar a quebra do vidro em tentativas de furto ou vandalismo, por exemplo, quando há impacto com pedra ou algum objeto contundente. Produtos mais avançados no mercado chegam até a oferecer proteção contra disparos de armas de baixo calibre, embora a proteção seja restrita à superfície envidraçada.

Regulamentação, tempo de serviço e custo

A blindagem é regulamentada pelo Exército Brasileiro, exige autorização prévia e o registro do veículo como blindado; o processo costuma durar semanas e implica modificações estruturais que afetam peso, consumo de combustível e dirigibilidade. Em termos financeiros, a blindagem pode alcançar valores equivalentes ao preço de um carro popular 0 km, dependendo do grau de proteção e do modelo do veículo.

Já a instalação de películas não demanda autorização especial, é menos invasiva e normalmente concluída em poucas horas, sem alterar de forma significativa as características do automóvel. Os preços das películas variam conforme a resistência e o veículo, mas mesmo as opções mais modernas raramente ultrapassam R$ 5 mil.

Imagem: Skolostudio/Envato/CC

Manutenção

Veículos blindados precisam de cuidados específicos: revisões periódicas da estrutura balística e, em alguns casos, substituição dos vidros ao longo do tempo. As películas anti-vandalismo têm durabilidade média estimada entre cinco e dez anos e exigem manutenção mais simples, como evitar produtos de limpeza abrasivos.





As diferenças entre os dois tipos de proteção envolvem, portanto, alcance da segurança, custo, exigências legais e necessidade de manutenção, variando conforme a prioridade do proprietário por proteção balística total ou por uma solução menos cara e mais rápida de aplicar.

Com informações de Canaltech