O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) comemora nesta quinta-feira os 50 anos da primeira medalha do país em Jogos Paralímpicos, conquistada em Toronto-1976. A marca histórica foi atingida pelos atletas Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, o “Curtinho”, que ficaram com a prata nas duplas do lawn bowls, modalidade disputada sobre grama e parecida com a bocha.
A celebração será acompanhada pelo público por meio de transmissão no Canal da Gazeta Esportiva (YouTube), segundo informações oficiais.
O feito e seu contexto
A medalha obtida em 1976 representou o primeiro pódio brasileiro em Paralimpíadas e ocorreu na segunda participação do país no evento internacional. Robson e Luiz Carlos, que integravam a delegação de basquete em cadeira de rodas, também competiram na prova de lawn bowls e garantiram a prata para o Brasil em Toronto.
A edição de 1976 ficou marcada ainda por uma mudança no movimento paralímpico global: foi a primeira vez que atletas amputados e com deficiência visual participaram dos Jogos.
Trajetória desde então
Após a prata em Toronto, o Brasil não obteve medalhas em 1980, mas retornou ao pódio com força em 1984, quando somou 28 pódios em Stoke Mandeville. A partir daí, a presença brasileira em paralímpicos evoluiu de forma constante: até o momento, o país acumula 461 medalhas na história dos Jogos.
Em Tóquio-2020, Yeltsin Jacques alcançou o centésimo ouro paralímpico do Brasil. Na edição de Paris-2024, o país viveu sua melhor campanha, com 88 medalhas — sendo 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes — o que garantiu a inédita quinta colocação no quadro de medalhas. A conquista mais recente veio com a halterofilista Tayana Medeiros, campeã paralímpica em Paris e detentora do recorde da competição.
Imagem: Alessandra Cabral/CPB
Personalidades e legado
Robson Sampaio teve papel relevante além das pistas: participou da fundação do Clube do Otimismo, contribuiu para a criação da ANDE (Associação Nacional de Desportos para Deficientes) e chefiou a primeira delegação paralímpica brasileira em Heidelberg 1972.
Entre os maiores medalhistas do país, Daniel Dias permanece como o atleta com mais pódios, totalizando 27 medalhas. André Brasil e Clodoaldo Silva aparecem com 14 medalhas cada. No feminino, Carol Santiago é a brasileira com mais ouros em Jogos Paralímpicos, e Ádria Santos somou 13 pódios ao longo da carreira.
Cinquenta anos após a prata de Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa, o Brasil comemora uma trajetória que o colocou entre as maiores forças do esporte paralímpico mundial.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6