Pesquisadores do Instituto Tecnológico de Mauá vão analisar B20 após crise no Irã
SÃO PAULO, 23 Abr (Reuters) – O Instituto Tecnológico de Mauá dará início em maio a uma série de testes destinados a verificar a viabilidade de aumentar a participação de biodiesel no diesel comercial para 20%, informou Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto.
Atualmente, o Brasil adota obrigatoriedade de mistura de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina. A discussão sobre elevar essas misturas ganhou força diante da crise energética global desencadeada pela guerra no Irã, iniciada em fevereiro, que levou a apelos por maior autonomia energética e menor dependência de combustíveis fósseis importados.
Segundo Romio, a primeira etapa dos ensaios prevê comparação entre misturas B15 e B20. O instituto pretende instalar o primeiro motor a ser testado no mês de maio, com recebimento dos combustíveis programado para a última semana do mesmo mês.
Os motores submetidos aos testes passarão por um período de funcionamento de 300 horas. O objetivo é avaliar possíveis problemas como entupimento de filtros, comportamento dos sistemas de injeção e desgaste ou alteração nos bicos injetores. Romio acrescentou que uma segunda fase de testes investigará emissões quando o diesel for misturado com 7% e 25% de biodiesel.
Representantes do setor receberam a iniciativa de forma positiva. Daniel Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), afirmou que se trata de um conjunto amplo de ensaios, realizado em diálogo com entidades ligadas à produção e ao uso do biodiesel, e que os resultados podem abrir caminho para adoção de misturas superiores ao B15, inclusive B20, o que representaria oportunidade promissora para o segmento.
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Os testes técnicos pretendem fornecer subsídios sobre desempenho e emissões, sem, por enquanto, uma decisão definitiva sobre alteração imediata das misturas obrigatórias. A iniciativa ocorre no contexto de maior pressionamento por políticas que reduzam a dependência de combustíveis fósseis em face das instabilidades no mercado internacional de energia.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6