Setor de ingressos reúne milhares de queixas sobre reembolso, taxas e responsabilidades
O Brasil somou mais de 3 mil reclamações relativas à compra de ingressos em um período aproximado de um ano, de acordo com dados da Senacon entre 2025 e 2026. As queixas concentram-se em questões como devolução de valores, cobrança de taxas e disputas sobre quem é responsável por problemas na venda e prestação de serviços.
Segundo os números compilados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), consumidores registraram milhares de reclamações direcionadas a plataformas de venda de ingressos, organizadores de eventos e, em algumas situações, a estabelecimentos que sediaram as apresentações. As demandas relatadas incluem dificuldades para obter reembolso, surpresas com taxas aplicadas no momento da compra e divergências sobre a atribuição de responsabilidade quando eventos são cancelados, adiados ou apresentam irregularidades.
Órgãos de defesa do consumidor e empresas do setor de ticketing têm mantido diálogo para mapear os principais gargalos enfrentados pelos consumidores e apontar possíveis soluções. As discussões destacam a necessidade de maior clareza nas políticas de reembolso, comunicação mais eficaz entre vendedores e compradores e definição mais objetiva de responsabilidades nas cadeias de prestação de serviços relacionadas a eventos.
Consumidores atingidos relatam, em suas reclamações, demora na devolução de valores e dificuldade em obter informações claras sobre prazos e condições para reembolso. Entre os pontos recorrentes estão também a falta de transparência sobre a composição do preço final — incluindo taxas de conveniência e cobranças administrativas — e a confusão quanto à competência entre organizadores, plataformas de venda e casas de espetáculo quando há problemas com o ingresso ou com o evento.
Em resposta ao aumento das reclamações, representantes do mercado têm sinalizado a busca por medidas que ampliem a proteção ao consumidor sem prejudicar a operação comercial dos serviços. Entre as alternativas discutidas nos encontros entre entidades de defesa do consumidor e tiqueteiras estão a padronização de políticas comerciais e a melhoria das práticas de atendimento ao público, visando reduzir o volume de conflitos e agilizar a resolução de casos.
Imagem: Divulgação
As informações divulgadas pela Senacon cobrem o intervalo entre 2025 e 2026 e servem de base para as tratativas atuais entre os diferentes atores envolvidos no mercado de ingressos.
Com informações de Mundodamusicamm

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6