O BTG Pactual avaliou como sólidos os números divulgados pela Cury na prévia operacional publicada na noite de terça-feira (7), destacando velocidade de vendas preservada e geração de fluxo de caixa livre positiva no segundo trimestre de 2026 (2T26).
Na avaliação do banco, a companhia mantém ritmo saudável nas vendas e continua a registrar FCF positivo. A recomendação do BTG segue sendo de compra para as ações da Cury, com preço-alvo de R$ 44, frente à cotação usada pelos analistas de R$ 33, o que implica em potencial de alta superior a 30%.
Os analistas também apontaram um ambiente favorável decorrente dos investimentos recordes em programas habitacionais, mencionado em reportagem da Forbes nesta semana, que tem impulsionado o otimismo entre incorporadoras voltadas à baixa renda.
Segundo o BTG, a Cury apresentou resultados operacionais consistentes no 2T26, com o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) em momento positivo, e está preparada para entregar forte crescimento do lucro por ação e geração de fluxo de caixa livre ao longo de 2026, segundo comunicado dos analistas.
Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris ressaltaram que as ações CURY3 negociam a um múltiplo relativamente descontado, com P/L projetado para 2026 em seis vezes.
Dividendos e métricas projetadas
O relatório cita ainda distribuição de proventos atraente: o BTG projeta dividend yield de 9,7% em 12 meses em trecho do documento. Em outra seção com previsões para 2026, consta um dividend yield previsto de 7,7% entre outras estimativas para o ano.
Na visão do banco, caso se confirme o yield de 9,7% apontado em parte do relatório, o retorno total das ações, somando valorização e dividendos, poderia aproximar-se de 40%. Dados do Status Invest indicam yield atual de 12,4%, com R$ 4,2134 pagos por ação ordinária nos últimos 12 meses.
Desempenho operacional no 2T26
No período, as vendas brutas da Cury totalizaram R$ 2,22 bilhões, queda de 11% na comparação anual. Os cancelamentos recuaram 28%, para R$ 171 milhões, resultando em vendas líquidas de R$ 2,05 bilhões — queda de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e 7% abaixo das projeções do BTG Pactual.
Imagem: Cury
Entre abril e junho, a empresa lançou 11 projetos — oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro — totalizando R$ 2,26 bilhões em VGV, montante praticamente igual ao lançado no 2T25. Foram produzidas 5.737 unidades no trimestre, avanço de 41,8% sobre o 2T25.
Os repasses somaram R$ 2,02 bilhões em Valor Geral de Vendas, queda de 6,2% em base anual, mas alta de 50,4% frente ao primeiro trimestre. Ao fim de junho, o estoque atingia R$ 3,01 bilhões, com 97,9% concentrados em empreendimentos lançados ou em construção. O landbank da companhia alcançou R$ 26,1 bilhões em VGV potencial, crescimento de 23,6% ante o 2T25, com capacidade para 84.055 unidades. Em média, 56% dos projetos lançados foram vendidos já no trimestre.
Financeiramente, a geração de fluxo de caixa livre foi de R$ 145 milhões no período, marcando o 29º trimestre consecutivo com saldo positivo.
Nas projeções do BTG para 2026, além do dividend yield previsto de 7,7%, o banco estima múltiplo P/L de 7,9x, EV/EBITDA de 6,3x, receita líquida de R$ 6.736 milhões, EBITDA de R$ 1.541 milhões (margem de 22,9%), EBIT de R$ 1.538 milhões (margem de 22,8%), lucro líquido de R$ 1.250 milhões (margem líquida de 18,6%), DPA líquido de R$ 2,61, VPA de R$ 7,26, caixa líquido de R$ 583 milhões, RoE de 66,6% e RoIC de 98,2%.
Na abertura do pregão desta quarta-feira (8), as ações da Cury caíram 3%, a R$ 32,97. No acumulado de 12 meses, os papéis registram alta de 9,6%.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6