Projetos de habitação popular com foco em soluções bioclimáticas têm sido adotados em áreas mais quentes do Brasil para reduzir a necessidade de ar-condicionado e diminuir o consumo de energia. Arquitetos e pesquisadores afirmam que técnicas passivas de ventilação e proteção solar garantem conforto térmico sem depender de climatização artificial.
Como funciona o projeto
De acordo com um estudo divulgado pelo Science Direct, construções adaptadas ao clima local aproveitam a ventilação cruzada, sombreamento natural e materiais com propriedades térmicas adequadas para reduzir a temperatura interna. O modelo prevê janelas posicionadas estrategicamente, pé-direito mais alto e telhados com sistemas de ventilação que possibilitam a circulação contínua do ar.
O êxito dessas intervenções depende do levantamento prévio da orientação solar e dos ventos predominantes na localidade. O planejamento considera a posição do sol para minimizar a incidência direta sobre paredes e aberturas, além de orientar a disposição de aberturas que promovam fluxo de ar eficiente entre os ambientes.
Por que é indicado para regiões quentes
Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste enfrentam, em grande parte do ano, temperaturas elevadas. Para muitas famílias nessas áreas, os custos com eletricidade para manter aparelhos de ar-condicionado são inviáveis. A proposta da casa popular sustentável é oferecer conforto térmico de maneira passiva, reduzindo consumo energético e custos com climatização.
Soluções adotadas
Entre as estratégias citadas estão o uso de brises, beirais prolongados e varandas para criar sombras que protejam fachadas da radiação solar direta. A aplicação de cores claras nas fachadas, telhados com isolamento térmico e a criação de jardins ao redor da construção também ajudam a manter temperaturas internas mais amenas. Materiais como telhas térmicas e paredes com isolamento são mencionados como formas de diminuir a absorção de calor.
Essas medidas costumam ser combinadas de forma integrada para obter melhor desempenho térmico, com cada elemento sendo adaptado às condições locais de umidade, vento e tipo de solo.
Imagem: Divulgação
Custo e viabilidade
O custo inicial para erguer uma casa com essas características pode ser um pouco maior do que o de uma construção convencional, em razão do planejamento técnico e dos materiais específicos exigidos. No entanto, a economia obtida em energia elétrica e manutenção ao longo dos anos tende a compensar o investimento inicial. Profissionais qualificados são necessários para assegurar que o projeto atinja os resultados pretendidos.
O modelo se apresenta como alternativa para ampliar acesso a moradias mais confortáveis em climas quentes, desde que o projeto seja adequado às condições locais e executado por equipes técnicas competentes.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6