O empresário de Santa Catarina Jonathan Neves lançou o Desafio Jota Racing com o objetivo de transformar o drift em um produto de entretenimento de alcance internacional. Com aporte inicial de R$ 5 milhões em recursos próprios, ele pretende unir a competição automobilística a uma narrativa audiovisual e a um modelo de negócios baseado quase exclusivamente em patrocínios.

Investimento e parcerias estratégicas

Embora a estrutura do evento possa custar até R$ 15 milhões no mercado, Jonathan Neves contou com fornecedores dispostos a conceder descontos para acreditar no projeto. Equipes técnicas responsáveis por produções como o documentário Senna e o programa Velociraptor atuaram com valores 30% inferiores ao praticado normalmente, garantindo padrão cinematográfico às imagens captadas durante as corridas.

Modelo de negócios sustentável

Segundo o organizador, o Desafio Jota Racing foi desenhado para ser 100% financiado por patrocínios, o que assegura margem de lucro e deixa a bilheteria livre para a manutenção do espetáculo. Além do ingresso, o evento gera receitas por meio da venda de produtos licenciados, ativações de marca e experiências exclusivas para o público.

A estreia em Balneário Camboriú reuniu cerca de 5,5 mil pessoas, mas a projeção de Neves é chegar a um público de até 60 mil espectadores em futuras edições. Nesse cenário, somente a bilheteria e comercialização de serviços dentro do evento ofereceriam faturamento expressivo, sem depender de aporte extra dos patrocinadores.

Entretenimento e expansão de mercado

Para o idealizador, o drift segue um caminho similar ao que o UFC percorreu há duas décadas: começar como uma “briga de rua” e se tornar um grande espetáculo. A estratégia prevê ainda produções de séries, realities e filmes que ampliem o alcance do esporte para além das pistas.

Imagem: Neves afirma que seus eventos de drift têm potencia de público de 60 mil pessoas

O Desafio Jota Racing também busca atrair parceiros fora do setor automotivo, como empresas de bebidas, restaurantes, música, entretenimento e até instituições financeiras. A iniciativa dispensa incentivos fiscais ou apoio governamental, pois Neves prefere manter o controle total via capital privado.

Além do projeto do drift, o catarinense atua em logística de medicamentos e alimentos, marketing especializado em transporte e investimentos no segmento de restaurantes. Ele acredita que a combinação de recursos privados, narrativa de qualidade e visão de longo prazo pode transformar o drift em uma referência global de entretenimento esportivo.

Com informações de Brazileconomy