No dia 28 de janeiro de 2026, a cantora e compositora Catto apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro o show Caminhos Selvagens, baseado em seu álbum autoral lançado em 2025. A plateia lotou o Teatro Riachuelo e recebeu a artista com entusiasmo, celebrando o que ela chama de seu “renascimento como Vênus”.
Depois de conquistar novos públicos em 2023 com o projeto Belezas são coisas acesas por dentro, no qual revisitou repertório de Gal Costa, Catto voltou ao cenário autoral com o disco Caminhos Selvagens. O trabalho traz canções de cunho confessional, como “Eu te amo” (2025), recriadas em clima rocker e serviu de base para o repertório exibido no palco carioca.
No início da apresentação, a artista deu voz ao primeiro single do álbum, “Eu não aprendi a perdoar”, segundo Catto um marco de sua postura performática e do alcance vocal que se destacou em Fôlego (2011). Acompanhada por uma banda formada por Michele Abu (bateria), Jojô Inácio (guitarra), Gabriel Mayall (baixo) e Júlia Kluber (teclado), a cantora imprimiu intensidade ao som indie rock produzido por Fabio Pinczowski e Jojô Augusto.
Catto relembrou ainda faixas de sua trajetória, como “Saga” (2009), dividida com Júlia Kluber; e recuperou a atmosfera erótica de Para Yuri todos os meus beijos (2025), faixa que remete às raízes da artista em Porto Alegre. No repertório, ela resgatou também Canção de engate (1984), de António Variações, gravada em Catto (2017), álbum que consolidou seu estilo autoral.
Entre gritos de “Gostosa” e “Maravilhosa”, a cantora expôs gozos e cicatrizes do amor em interpretações que ganharam contornos épicos em Madrigal e na faixa-título Caminhos Selvagens. Ciente do risco de afastar-se completamente da obra de Gal Costa, ela escolheu três releituras do repertório anterior: Nada mais (Stevie Wonder, 1980, versão de Ronaldo Bastos), Negro amor (Bob Dylan, 1965, versão de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti) — esta em tom folk com Catto ao violão — e Vaca profana (Caetano Veloso, 1984), com arranjo apoteótico de rock carnavalesco.
Imagem: Rodrigo Goffredo
Como grande surpresa, foi incluída no setlist Bad girl (Madonna, Shep Pettibone e Anthony Shimkin), que reforçou a ideia de uma artista disposta a buscar prazer, mas também a reagir frente à falsidade. Ao final, Catto deixou claro que não deseja mais concessões: sua jornada em Caminhos Selvagens é uma celebração plena de liberdade criativa e de emoções vividas no palco.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6