O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) divulgou uma estimativa de custos para o programa antimísseis conhecido como “Domo de Ouro”, proposto pelo presidente Donald Trump, apontando que o sistema pode demandar cerca de US$ 1,2 trilhão ao longo de 20 anos. O valor é aproximadamente seis vezes superior à previsão anterior do Pentágono, de US$ 185 bilhões, e inclui despesas de desenvolvimento, implantação e operação.
O que é o Domo de Ouro
O Domo de Ouro é um projeto voltado a ampliar a defesa dos Estados Unidos contra ataques de mísseis, combinando a modernização de elementos terrestres — como interceptadores, sensores e centros de comando — com uma nova camada espacial para detecção e acompanhamento de ameaças. A proposta prevê a capacidade de interceptar foguetes ainda no início da trajetória, antes da reentrada no território norte-americano.
Segundo o CBO, a chamada camada interceptora espacial demandaria uma constelação de cerca de 7.800 satélites e corresponderia a aproximadamente 70% do custo total de aquisição do sistema. Apenas os gastos com a compra de equipamentos e estruturas superariam a marca de US$ 1 trilhão, com cobertura planejada para todo o território dos EUA, incluindo o Alasca e o Havaí.
Os cálculos do órgão indicam que o sistema poderia neutralizar ataques vindos de países com capacidades militares menores, como a Coreia do Norte, mas alertam que uma ofensiva em larga escala realizada por potências como Rússia ou China poderia sobrecarregar a defesa.
Projeto enfrenta críticas e contratos já foram liberados
O programa tem gerado críticas no Congresso dos Estados Unidos. O senador democrata Jeff Merkley afirmou que o projeto representa uma transferência substancial de recursos públicos para empresas do setor de defesa. Enquanto isso, a Força Espacial dos EUA (USSF) iniciou a liberação de contratos para desenvolver tecnologias relacionadas ao Domo de Ouro: 12 empresas já receberam acordos que podem totalizar até US$ 3,2 bilhões.
Os contratos em curso envolvem a criação de interceptadores espaciais destinados a destruir mísseis durante o voo, posicionados em órbita em vez de em terra. O Pentágono informou que os futuros contratos de produção podem movimentar entre US$ 1,8 bilhão e US$ 3,4 bilhões por ano, e que as empresas selecionadas deverão aportar recursos próprios no estágio inicial de desenvolvimento.
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Empresas de defesa como Lockheed Martin, Northrop Grumman, RTX e Boeing são apontadas como prováveis concorrentes pelos principais contratos do programa. A ordem executiva que determinou a criação do Domo de Ouro foi assinada por Trump em janeiro de 2025, e o governo estabeleceu a meta de colocar o sistema em operação até 2028.
O relatório do CBO apresenta a estimativa de custos como base para o debate sobre a viabilidade financeira e a escala do projeto ao longo das próximas duas décadas.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6