O CEO do YouTube, Neal Mohan, afirmou em entrevista ao The New York Times que a prioridade da plataforma é proteger jovens no mundo digital sem isolá‑los do acesso à informação. Mohan, que está à frente do YouTube desde 2023, comentou o crescimento do serviço, o papel dos criadores e as medidas de moderação adotadas pela empresa.

Quem, o que e quando

Na conversa publicada pelo jornal, Mohan respondeu a questões sobre alcance da plataforma, conteúdo gerado por inteligência artificial, controvérsias legais e recursos para pais. O diálogo abordou, entre outros pontos, a estatística compartilhada por MrBeast de que a humanidade passa 2% das horas em que está acordada (YouTube) consumindo vídeos na plataforma.

Mohan destacou que o YouTube atrai dois bilhões de usuários por dia, é considerado o principal serviço de streaming e abriga formatos diversos, como podcasts em vídeo. “Vou acompanhar esta conversa (YouTube)”, disse o executivo ao referir‑se à própria entrevista, reforçando a integração entre formatos tradicionais e novos dentro da plataforma.

Criadores e concorrência

Sobre a migração de alguns podcasters para serviços como Netflix e o interesse de outras empresas em atrair criadores, Mohan disse que muitos produtores veem o YouTube como “casa”. Ele citou ainda que não existiria determinadas produções se não fosse pelo MrBeast (YouTube), ao defender a dependência mútua entre criadores e a plataforma.

Conteúdo, responsabilidade e moderação

Mohan reafirmou que o YouTube mantém diretrizes da comunidade para equilibrar liberdade de expressão e segurança, e que decisões sobre remoção são tomadas caso a caso. Ao comentar processos judiciais, o CEO evitou detalhar julgamentos específicos, mas defendeu a ideia de proteger jovens no ambiente digital em vez de isolá‑los, usando a analogia do aprendizado de andar de bicicleta com rodinhas.

O executivo também mencionou iniciativas para dar mais controle aos pais, como um cronômetro para vídeos curtos anunciado meses antes, e disse que a plataforma prioriza tornar controles práticos e efetivos.

Imagem: Divulgação

Casos legais e políticas antigas

Mohan citou mudanças de regras ao longo do tempo e confirmou que, como CEO, tomou a decisão de reativar o canal do ex‑presidente dos EUA em 2023. Após o balanço sobre políticas adotadas durante a pandemia e o contexto do dia 6 de janeiro, ele afirmou que muitas regras anteriores foram revistas. A reportagem observa que um júri considerou o YouTube e a Meta negligentes em processo na Califórnia; um porta‑voz do YouTube disse ao jornal que a empresa discorda do veredicto e planeja recorrer.

IA e qualidade de conteúdo

Sobre inteligência artificial, Mohan afirmou que a tecnologia pode ser ferramenta criativa, mas alertou contra a proliferação de conteúdo de baixa qualidade gerado em escala. Ele defende um equilíbrio que preserve a conexão humana presente na maioria dos criadores e destacou que rótulos sobre uso de IA são um começo, mas não resolvem todos os problemas, como deepfakes e personificação.

Ao longo da entrevista, Mohan manteve a posição de que o YouTube deve conciliar abertura da plataforma com mecanismos claros de governança e proteção, especialmente voltados a menores.

Com informações de Olhardigital