O chá de canela viralizou como alternativa natural para reduzir a glicemia, especialmente entre pessoas com diabetes ou pré-diabetes que buscam complementar o tratamento. A especiaria é citada em postagens e vídeos como potencial auxiliar no controle do açúcar no sangue, mas especialistas alertam para limites e perigos do uso sem orientação médica.

O que dizem os estudos

Pesquisas apontam que substâncias presentes na canela, como o cinamaldeído, podem contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina e diminuir a absorção de glicose após as refeições. No entanto, os efeitos observados são discretos e não caracterizam cura da doença. Por isso, o chá não deve ser visto como substituto das terapias convencionais.

Risco de abandonar tratamento

Médicos e nutricionistas destacam que a principal preocupação é a interrupção de medicamentos e mudanças de conduta sem supervisão profissional. Suspender remédios prescritos pode provocar elevações perigosas da glicemia e aumentar o risco de complicações em órgãos como rins, olhos e nervos. Além disso, a canela pode interagir com outros fármacos, alterando sua eficácia.

Cuidado com o fígado e tipos de canela

Nem tudo que é natural é isento de risco. No mercado existem duas categorias principais de canela: a Cassia, mais comum e de custo menor, e a do Ceilão, conhecida como “canela verdadeira”. A canela Cassia tem concentrações elevadas de cumarina, composto que, se ingerido em excesso e por longos períodos, pode ser tóxico ao fígado.

Por isso, a orientação é priorizar a canela do Ceilão, que apresenta níveis muito inferiores de cumarina. Caso a pessoa utilize a Cassia, o consumo deve ser moderado. A dose considerada geralmente segura é inferior a uma colher de chá (1-4 gramas) por dia, mas a recomendação definitiva deve ser feita por médico ou nutricionista segundo a situação individual.

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Uso seguro como complemento

O chá de canela pode ser incorporado como um complemento ao tratamento, mas não deve assumir papel central. Seu uso precisa estar associado a alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento clínico contínuo. Nenhum remédio natural substitui a orientação profissional necessária para o controle efetivo da glicemia e a preservação da saúde.

Com informações de Correiobraziliense