O Ministério da Agricultura da China estimou uma redução nas importações de soja para o ano-safra 2026/27, prevendo 95,5 milhões de toneladas métricas, segundo sua perspectiva divulgada em maio, na terça-feira (12). O recuo de 7,6% em relação ao ano anterior foi atribuído, conforme o ministério, à demanda mais fraca por farelo de soja decorrente do encolhimento do plantel de porcas.
Para o ano-safra atual, 2025/26 (outubro/setembro), a mesma fonte elevou a projeção de importação de soja para 103,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,5 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior. O ministério justificou a revisão para cima pela continuação de grandes criações de suínos e aves, que sustentaram a demanda por farelo de soja.
No que se refere às intenções de plantio, a China aumentou a área dedicada ao milho para 2026/27 em 0,4%, fixando-a em 45,13 milhões de hectares em comparação ao ano anterior. O ministério apontou a forte rentabilidade do cultivo de milho no ano passado como fator que elevou o interesse dos agricultores em ampliar o plantio.
Em contrapartida, a previsão para o plantio de soja em 2026/27 foi fixada em 10,193 milhões de hectares, uma redução de 0,6% ante o ano anterior. Segundo o ministério, a menor rentabilidade da soja em relação ao milho desestimulou a intenção dos produtores de semear mais áreas com a oleaginosa.
O relatório também traz estimativas para a produção de óleo comestível. Para 2025/26, o ministério projetou produção de 32,23 milhões de toneladas, aumento de 1,19 milhão de toneladas sobre o ano anterior. Nesse total, o óleo de soja teria acréscimo de 790 mil toneladas, reflexo do aumento das importações de soja e do volume de esmagamento; já o óleo de canola registraria queda de 170 mil toneladas, em função da redução das importações da oleaginosa.
Imagem: REUTERS/Rodolfo BuhrerNavio no porto de Paranaguá
Para o ciclo 2026/27, a previsão é de produção de óleo comestível de 31,41 milhões de toneladas, uma queda de 820 mil toneladas em relação a 2025/26. O ministério projetou que a produção de óleo de soja deverá cair 1,36 milhão de toneladas, principalmente diante da redução esperada nas importações de soja.
As projeções foram publicadas pelo Ministério da Agricultura da China na perspectiva de maio, divulgada na terça-feira (12).
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6