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O clube italiano Como anunciou um programa voltado às suas categorias de base com o objetivo de reduzir cabeceios desnecessários. Entre as medidas aprovadas está a proibição completa do jogo aéreo para atletas com menos de 10 anos.
De acordo com o plano, crianças abaixo dos 10 anos não poderão realizar cabeceios tanto em treinos quanto em partidas. Além disso, as cobranças de escanteio deverão ser executadas de forma rasteira para evitar situações de jogo aéreo. A mesma regra vale para a categoria sub-11, mas nessa faixa etária os jogadores poderão começar a aprender técnicas de cabeceio apenas no final da temporada e exclusivamente com o uso de bola de borracha.
Para as categorias superiores, o clube prevê uma reintrodução progressiva do cabeceio, estabelecendo um limite no número de cabeceios por sessão e proibindo o uso de bolas excessivamente cheias, que poderiam aumentar o impacto. Essas medidas fazem parte de uma resposta às crescentes preocupações sobre os efeitos de cabeceios repetidos e o risco de concussões e outras lesões cerebrais.
Internacionalmente, iniciativas semelhantes já foram adotadas em outros esportes e países. Federações de rúgbi, futebol e handebol implementaram normas que restringem o contato com a cabeça em categorias de base. No Reino Unido, por exemplo, Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda eliminaram o cabeceio dos treinos para equipes com atletas menores de 12 anos.
Imagem: Foto por DAVIDE CASENTINI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP
Ex-jogadores moveram ações judiciais
Nos últimos anos, ex-jogadores profissionais e familiares de sete atletas falecidos deram entrada em ações judiciais contra diferentes entidades que regem o futebol britânico. As reclamações alegam que essas organizações tinham conhecimento dos riscos associados a concussões e lesões cerebrais, mas não teriam tomado as providências necessárias para proteger os jogadores.
As medidas do Como fazem parte de um movimento mais amplo para minimizar impactos na saúde cerebral de jovens atletas, alinhando práticas do clube com recomendações que vêm sendo discutidas em nível internacional.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6