A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima suas projeções para a economia brasileira em 2026, elevando a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% para 2%.

Em comunicado, a entidade informou também ajuste nas expectativas por setor. A indústria teve sua projeção revista de 1,1% para 1,6%, com destaque para o desempenho da indústria extrativa, impulsionada pela produção de petróleo e minério de ferro.

O setor de serviços passou a ter previsão de expansão de 2,1%. A agropecuária, que a CNI previa como estável anteriormente, foi reclassificada para crescimento de 1,1%, refletindo perspectivas mais favoráveis para a safra.

A CNI chamou atenção para a composição desse avanço econômico: embora o consumo das famílias deva contribuir para a elevação da atividade, os investimentos permanecem restritos. Segundo a entidade, o ritmo de aplicação de recursos no país está sendo limitado por taxas de juros elevadas e pelo nível de endividamento das empresas.

Na avaliação da confederação, há sinais de recuperação no curto prazo, mas persistem desafios estruturais que podem comprometer a sustentabilidade do crescimento nos anos seguintes. Esses entraves, segundo a CNI, tornam incerta a manutenção de um ritmo de expansão mais robusto ao longo do tempo.

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Os novos números mostram uma revisão conjunta das expectativas macroeconômicas e setoriais para 2026, com melhoras generalizadas nas projeções de atividade, ao mesmo tempo em que apontam restrições relevantes para a ampliação dos investimentos privados.

As estimativas divulgadas pela CNI consolidam a visão de um cenário ligeiramente mais favorável para a economia no ano, porém com limitações que exigem atenção de empresários e formuladores de políticas públicas.

Com informações de Portalin