A ideia de economizar comprando um carro 0km no Paraguai, incentivada por preços mais baixos em alguns produtos eletrônicos, esbarra em custos e tributos que podem tornar a operação desvantajosa. Uma simulação feita pelo CT Auto, usando como base o Renault Kwid — entre os modelos mais acessíveis comercializados nos dois países — mostra que a soma de impostos e despesas pode elevar o custo final acima dos valores praticados no Brasil.
Em anúncios de concessionárias e classificados paraguaios, um Renault Kwid 0km é ofertado por cerca de 53,5 milhões de guaranis, equivalente, na cotação considerada na simulação, a US$ 11.500 ou aproximadamente R$ 58.000. No mercado brasileiro, o mesmo modelo é encontrado hoje em faixas que vão de R$ 74.000 a R$ 80.000, conforme versão e região.
Quanto custa importar um Kwid do Paraguai para o Brasil?
Ao trazer o veículo legalmente para o país, o comprador precisa cumprir um processo formal de importação e arcar com tributos federais e estaduais, além de despesas operacionais. A simulação apresentada inclui os seguintes itens:
Preço do carro no Paraguai: R$ 58.000
Imposto de importação (35%): R$ 20.300
IPI (aprox. 7%): R$ 4.060
PIS e Cofins de importação (aprox. 11,6%): R$ 6.728
Subtotal após tributos federais: R$ 89.088
Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini
ICMS estadual médio (18%): R$ 16.035
Valor após impostos principais: R$ 105.123
Além desses tributos, há custos obrigatórios como frete e transporte até o Brasil, despacho aduaneiro, eventuais adaptações técnicas e homologação, emplacamento e documentação. Esses adicionais podem somar até mais R$ 15.000 ao processo.
Com todos os encargos considerados, o custo total para comprar um Kwid no Paraguai e regularizá-lo no Brasil pode alcançar entre R$ 113.000 e R$ 120.000. A simulação ressalta também que a legislação exige que o veículo importado seja necessariamente novo; carros usados só podem ser importados se tiverem mais de 30 anos.
O resultado mostra que, mesmo com preço de tabela mais baixo no Paraguai, o conjunto de tributos e despesas pode tornar a importação mais onerosa do que a compra direta em concessionárias brasileiras.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6