Turmoil na Zona Portuária após tentativa de acesso ao show gratuito

O encerramento do primeiro dia do Festival LED — Luz na Educação, promovido pela TV Globo e pela Fundação Roberto Marinho, foi marcado por tumulto na noite de sexta-feira (15) na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O show gratuito da cantora Marina Sena gerou confusão na entrada do evento quando grande parte do público não conseguiu entrar devido à lotação.

Segundo relatos publicados nas redes sociais, organizadores teriam liberado um volume de ingressos muito superior à capacidade do espaço, gerando longas filas e aglomeração na área externa. Um fã afirmou que praticamente 10 mil senhas foram distribuídas para um local com capacidade para cerca de 2 mil pessoas, o que teria provocado empurra-empurra e preocupação com segurança em razão do calor e do risco de assaltos.

Imagens e vídeos que circulam pela internet mostram participantes revoltados derrubando uma estrutura usada como barreira no Boulevard Olímpico. Seguranças privados intervieram para tentar conter a confusão e há relatos de que um extintor de incêndio chegou a ser acionado durante os episódios de desordem.

O DJ Zé Pedro publicou críticas à organização do evento em seu perfil no Instagram, apontando que a convocação de uma multidão para um show gratuito com distribuição restrita de senhas e acesso controlado resulta em exclusão do público e condições degradantes. Na postagem, ele afirmou que a medida contraria a ideia de democratização da cultura, que deveria incluir estrutura adequada e acolhimento.

A Polícia Militar foi questionada sobre a ocorrência e informou que a segurança no local estava a cargo de uma empresa privada de vigilância patrimonial, sem detalhar intervenções específicas realizadas pela corporação.

Imagem: Veja o vídeo

Até o momento não há registro oficial divulgado pelos organizadores do Festival LED sobre número de feridos ou prisões relacionadas ao episódio. Vídeos do tumulto seguem sendo compartilhados por frequentadores e usuários nas redes sociais.

O caso levanta questionamentos sobre a logística de eventos gratuitos com grande demanda, mas até agora as informações públicas se restringem às versões de participantes e a nota da Polícia Militar sobre a terceirização da segurança.

Com informações de Vagalume