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Em 2024, a Watch Brasil, criada em 2018, lançou uma versão gratuita com publicidade para unificar serviços de streaming e canais de TV aberta e paga, alcançando mais de 3 milhões de lares e reduzindo a fragmentação de conteúdo.
Modelo de agregação e expansão comercial
A plataforma oferece em uma única interface séries, filmes e transmissões ao vivo, combinando provedores de internet e pacotes de banda larga. O modelo “hard bundle” mantém o churn abaixo do padrão D2C tradicional.
Além disso, a empresa busca converter usuários gratuitos em assinantes de planos premium por meio de degustação de conteúdos e upselling.
Parcerias e acervo de conteúdo
A Watch Brasil firma acordos com grandes estúdios como Universal Plus, Sony One e Moonbug, além de catálogos de animes, doramas e produções independentes. A curadoria é orientada por dados de consumo, em modelo semelhante ao de plataformas como Spotify e YouTube.
Para entender essa iniciativa em detalhes, leia também o artigo Conheça as estratégias da Watch Brasil para os agregadores.
Publicidade e monetização
Na opção gratuita, a receita publicitária é dividida entre anunciantes e detentores de conteúdo, com vendas feitas por mídia programática. Em breve, um time de vendas diretas deve ampliar o portfólio de anunciantes.
O presidente Marcelo Almeida destaca a possibilidade de monetizar uma base ainda não paga, propondo pacotes de anúncios que incentivem a migração para soluções avançadas.
Imagem: Divulgação
Tecnologia e personalização
O spin-off Watch Labs desenvolve software para exportação e reforça o uso de inteligência artificial em BI, em parceria com a consultoria Gartner. A plataforma monitora jornadas dos usuários, qualidade de streaming e gera dashboards para provedores.
No segundo trimestre, um novo app com hiperpersonalização deve apresentar conteúdos em tempo real, conforme o perfil e o horário de consumo de cada usuário.
Tendências do mercado
O consumo de TV linear segue equilibrado com vídeo sob demanda, especialmente em transmissões esportivas e grandes eventos ao vivo. A adoção de publicidade programática em canais lineares deve reforçar o financiamento de produções.
Conteúdos em outros idiomas, como séries coreanas e novelas turcas, ganham cada vez mais espaço. O uso de IA para legendagem e tradução reduz custos e amplia a oferta de material internacional.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6