Ilha Grande amanhece em choque após incêndios e bloqueios contra nova taxa turística

Totens queimados, barcos no canal e visitantes que pagam até R$ 100: dia de tensão na Vila do Abraão começa com protestos e caos nos embarques

O início da Taxa de Turismo Sustentável em Angra dos Reis virou um dia de confrontos em Ilha Grande. Pela manhã, moradores e manifestantes ocuparam a Vila do Abraão, enquanto totens de cobrança foram incendiados e embarcações bloquearam o acesso ao cais principal.

Turistas relataram cobrança de até R$ 100 e encontraram filas, passeios cancelados e viagens remarcadas. O clima, segundo quem estava na ilha, mesclava revolta e apreensão — comerciantes temendo perda de receita e visitantes tentando decidir se permaneciam ou voltavam ao continente.

O episódio deixou claro que a implementação da nova taxa provocou choque imediato entre moradores, operadores turísticos e visitantes, gerando um efeito dominó que afetou transporte, comércio e rotina local.

Impacto imediato e sinais de escalada

O bloqueio das embarcações transformou o cais em um ponto de conflito: barcos ancorados impediam a saída e entrada de lanchas e balsas, enquanto moradores pressionavam por suspensão ou revisão da cobrança. A destruição dos terminais de pagamento elevou ainda mais a tensão.

Comércios na orla relataram queda no movimento ainda pela manhã. Passeios a praias e trilhas foram adiados ou cancelados, e grupos pequenos de visitantes optaram por seguir viagem antes do previsto. A sensação geral foi de instabilidade e incerteza sobre os próximos dias.

Imagem: Divulgação

Autoridades locais e equipes de segurança foram acionadas para tentar normalizar o fluxo. Enquanto isso, conversas sobre alternativas administrativas e negociações entre governo e representantes da comunidade começaram a ganhar força na ilha.





Mesmo com tentativas de diálogo, a reação deixa uma marca clara: a cobrança, que deveria regularizar e financiar ações de preservação segundo seus idealizadores, poderá enfrentar resistência contínua se não houver consenso. O desdobrar das próximas horas será decisivo para o turismo na Costa Verde.